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sábado, 15 de julho de 2017

Eletrobras Ressalta Importância de Itaipu na Pesquisa de Veículos Elétricos


A Itaipu Binacional entregou em Abril último, dois veículos elétricos à Eletrobras e, posteriormente, em Junho, um terceiro veículo elétrico foi entregue ao Ministério de Minas e Energia (MME), todos em comodato. A entrega do Zoe e do Fluence elétricos a Eletrobras aconteceu na sede da holding, em Brasília, e reuniu o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior; o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Vianna; o coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico (VE) da Itaipu, Celso Novais, e outras autoridades. 

Já, o Renault Fluence, de cor preta, do MME será usado como carro oficial pelo Poder Executivo. Outros dois eletropostos também foram cedidos na ocasião. De acordo com o diretor-geral brasileiro da Itaipu, o VE dá protagonismo à empresa na área de mobilidade elétrica. "É uma forma de dar nossa contribuição ambiental para a sociedade. O repasse ajuda a incentivar e divulgar a tecnologia do VE", disse Vianna. 

Com os três carros cedidos (dois à Eletrobras e um ao MME), a Itaipu soma, atualmente, doze veículos elétricos entregues em regime de comodato a entidades como Copel, Exército, ONU Mulher, Universidade Federal de Santa Catarina, governo do Paraguai, além dos órgãos do setor elétrico em Brasília. Na frota própria, a Itaipu mantém 100 veículos elétricos, de carros de passeio até avião.

Ferreira Júnior ressaltou a importância da Itaipu na pesquisa e desenvolvimento de veículos elétricos e, também, o fomento da indústria brasileira para a criação de novos modelos de negócios baseados nesta tecnologia. “A Itaipu está de parabéns”, disse. “Nenhuma outra empresa investiu tanto em conhecer e divulgar a tecnologia do veículo elétrico como a Itaipu”, afirmou. “Hoje, eu sinto orgulho por ter a empresa no grupo Eletrobras.”

Crédito: Sérgio Amaral

O presidente da Eletrobras é um grande entusiasta da mobilidade elétrica, que, segundo ele, será o “futuro inevitável” do transporte no mundo todo. Antes de assumir o cargo, em julho do ano passado, ele presidiu a CPFL Energia por 12 anos, período em que criou o Programa de Mobilidade Elétrica - Emotive. Mais tarde, a CPFL tornou-se uma das parceiras do Programa Veículo Elétrico, da Itaipu.

“O Brasil tem um potencial muito grande pela frente e não há dúvidas de que este será o mercado do futuro”, completou Ferreira Júnior. “O que a gente pode fazer é compartilhar estes dez anos de pesquisa do Programa VE para ajudar a indústria a crescer e criar, por exemplo, um motor nacional, como a Itaipu já está fazendo com o Twizy”, concluiu.

Para Vianna, os dez anos de experiência do Programa VE dá protagonismo à empresa na área de mobilidade elétrica. “É a nossa forma de dar uma contribuição ambiental à sociedade”, resumiu, ao elogiar o programa. E complementou: “A intenção é que os elétricos cheguem a outras empresas da holding como um incentivo à divulgação da tecnologia do VE.”

Crédito: Sérgio Amaral

Mobilidade elétrica 


Os modelos entregues à Eletrobras são veículos de passeio para uso urbano. O Renault Zoe tem autonomia de 100 km a 150 km, velocidade máxima de 150 km/h e consumo de 146 Wh/km (watt-hora por quilômetro). O Renalt Fluence ZE tem autonomia de 90 km a 140 km, pode chegar a 135 km/h e consome 140 Wh/km. Ambos 100% elétricos e silenciosos, eles representam todas as vantagens econômicas e ambientais dos veículos elétricos.

“Nós assinamos o Acordo de Paris sobre a redução das emissões dos gases do efeito estufa e o veículo elétrico é uma ótima oportunidade para diminuirmos as emissões de nossa frota”, disse Wilson Ferreira, lembrando que os motores a combustão e as queimadas são os dois maiores emissores de gases estufa do Brasil.

Menos CO2


Segundo levantamento do Programa VE, em dez anos os veículos elétricos de Itaipu rodaram 836 mil km e evitaram a emissão de 87 toneladas de CO2. Para neutralizar estas emissões seria necessário o plantio de 498 árvores. Ampliando o cálculo à frota brasileira, que roda em média 670 bilhões de km por ano, as emissões evitadas seriam de 69,7 milhões de toneladas de CO2, que, para serem neutralizadas, exigiriam 400 milhões de árvores plantadas.

Outro aspecto positivo é a eficiência energética, que é de 90% pra carro elétrico, contra 37% dos movidos a gasolina. O custo da energia é de 1/5 em comparação ao combustível. Na Itaipu, os dez anos do Programa VE resultaram em uma economia de R$ 240 mil – considerando que a própria empresa produz a energia que abastece os carros (se a energia fosse comprada, a economia seria de R$ 110 mil). Em todo o Brasil, a economia seria da ordem de R$ 100 bilhões ao ano.

Programa VE 


Criado em 2006 por solicitação da Eletrobras, o Programa VE da Itaipu conta hoje com uma frota de 100 veículos, incluindo carros de passeio, miniônibus, ônibus híbrido (elétrico e etanol), caminhão, veículo off-road e um avião elétrico de dois lugares. “O programa está alinhado às diretrizes da Eletrobras em relação à mobilidade elétrica”, explicou Novais. “É do interesse da Eletrobras promover a mobilidade sustentável e preparar o setor elétrico para esta tecnologia. São várias frentes novas de pesquisa que precisam ser tratadas pelo setor e a Itaipu vem conduzindo este processo.”

De acordo com o coordenador, o Programa teve um papel inicial importante na montagem dos veículos, em uma época em que a tecnologia ainda era incipiente no mundo todo. Esta primeira etapa ajudou a criar uma cadeia de fornecedores de componentes que, hoje, são fundamentais para que empresas – como a Renault, por exemplo – tragam seus veículos para o Brasil.

“Nosso foco atual é buscar soluções de infraestrutura e novas possibilidades de negócio que surgem com a tecnologia, novos modelos de operação e de armazenamento de energia”, avaliou Novais. Em um futuro próximo, conclui ele, a infraestrutura de abastecimento estará consolidada e surgirão novos modelos, como os veículos integrados à rede, que poderão fornecer a energia acumulada para ser usada no horário de pico.


Outras informações sobre o programa VE


O Programa Veículo Elétrico (VE) é resultado da parceria entre Itaipu Binacional, uma das maiores geradoras de energia limpa e renovável do Planeta, e a KWO – Kraftwerke Oberhasli AG, que controla usinas hidrelétricas na região dos Alpes, na Suíça. O acordo foi formalizado em maio de 2006, com a assinatura do convênio 8226/2006. Com o tempo, outras parceiras foram incorporadas ao programa, como a Fiat, a Renault, BMW, Iveco e Agrale.

O objetivo é pesquisar soluções de mobilidade elétrica que sejam técnica e economicamente viáveis e que possam minimizar o impacto ambiental das fontes sujas de energia, como os combustíveis fósseis.

Para permitir pesquisas sobre o impacto dos veículos na rede elétrica, o Programa VE também incorporou à frota modelos que já são produzidos em série pela indústria. Entre eles, o compacto 500e, da parceira Fiat, e modelos da Renault, outra parceira do programa: os compactos Twizy e Zoe e o sedã Fluence ZE.

Em 2014, o Programa VE iniciou – em um galpão anexo ao CPDM-VE –, a montagem de 32 modelos Renault Twizy. O objetivo desta ação é viabilizar estudos para a elevação gradual do índice de nacionalização dos componentes usados nos veículos elétricos, além de preparar fornecedores de peças no Brasil e no Paraguai.

A última parceira a entrar no programa, em 2015, foi a montadora alemã BMW, que produz os modelos elétricos i3. Esses modelos também serão utilizados para os estudos de impacto do veículo à rede elétrica.

Ônibus e caminhão elétricos


Além do transporte individual, o Projeto VE busca soluções para transporte de carga e de passageiros. Surgiu dessa preocupação o primeiro caminhão elétrico da América Latina, em parceria com a Iveco – braço da Fiat para veículos pesados. Lançado em agosto de 2009, o Iveco Daily Elétrico cabine dupla ganhou o Prêmio Destaque Tecnológico no congresso da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).

Na sequência, o Programa VE desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do País e o primeiro ônibus híbrido, movido a eletricidade e a etanol. A estreia do veículo híbrido foi durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul, em Foz do Iguaçu, em dezembro de 2010.

O avião elétrico


Em junho de 2015, Itaipu e a empresa ACS Aviation, de São José dos Campos (SP), colocaram no ar o primeiro avião elétrico tripulado da América Latina. O voo histórico ocorreu na pista do aeroporto da binacional, na margem paraguaia da usina.

O interesse do Programa VE neste setor é aprofundar os estudos sobre materiais compostos utilizados nas aeronaves, considerados fundamentais para a redução de peso dos veículos elétricos. Quanto menor o peso, menor a autonomia.

Baterias 


O alto custo das baterias é considerado uma das principais barreiras à popularização dos veículos elétricos. Para superar essa dificuldade, o Projeto VE obteve recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A gestora do financiamento é a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).

O objetivo da ação é nacionalizar a tecnologia aplicada ao produto. As baterias Zebra, que alimentam os protótipos Palio Weekend, são importadas da Suíça. Totalmente recicláveis, as baterias são feitas à base de sódio, níquel e cádmio.

Outra linha de pesquisa do Programa VE é o Sistema Inteligente de Armazenamento de Energia (IESS, na sigla em inglês), que pretende viabilizar o fornecimento de energia elétrica para comunidades isoladas – como as faixas de fronteira na região Norte do País.

A solução do IESS alia fontes limpas, gratuitas e abundantes do País (energia solar e eólica) a um sofisticado sistema de armazenamento, com baterias de sódio 100% recicláveis.

Parceria com o Exército brasileiro vai permitir a instalação de uma versão industrial do IESS em um Pelotão Especial de Fronteira (PEF) no Estado do Pará.

Mob-i: mobilidade inteligente


Em 2014, as ações de Itaipu no segmento entraram em uma nova fase, com o lançamento do Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal.

O novo programa atende a uma transição prevista por Itaipu quando começou a pesquisar as novas tecnologias de mobilidade: sair dos laboratórios, ganhar as ruas, conquistar consumidores e, no futuro, ocupar as linhas de produção da indústria nacional.

O Mob-i contempla sistemas de gestão de energia para abastecimento, gestão de frota e compartilhamento de veículos elétricos, tendo como base a plataforma Mobi.me, aplicativo desenvolvido pela Ceiia.

Com o sistema, é possível monitorar – em tempo real – o deslocamento dos veículos elétricos, gerando indicadores como a energia elétrica consumida e a quantidade de dióxido de carbono que deixou de ser lançada na atmosfera.

O Mob-i mantém um centro de operações no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, e três projetos-piloto: o Curitiba Ecoelétrico, na capital paranaense, o Brasília Ecomóvel e o Mob-i ONU, os dois últimos desenvolvidos na capital federal.

Somente no primeiro ano de operação, o Curitiba Ecoelétrico deixou de lançar na atmosfera mais de 6,6 toneladas de CO2, além de economizar mais de 5,2 mil litros de combustível. A experiência da capital paranaense poderá ser replicada em outros grandes centros urbanos do Brasil e do exterior.

Compartilhamento


No final de 2016, a Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal, inauguraram o Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI), para compartilhamento de veículos elétricos.

O projeto é piloto e vai atender, nesta primeira fase, apenas colaboradores de Itaipu e PTI que necessitem fazer deslocamentos dentro da margem brasileira da usina. Toda a operação do sistema será feita a partir de um aplicativo (o Mob-i) que o usuário deverá baixar no smartphone.

Inicialmente, serão empregados no projeto dez veículos elétricos modelo Twizy, da Renault, e quatro pontos de mobilidade inteligente (PMI), que são as estações para retirada e devolução dos carros. A ideia, no futuro, é ampliar o sistema para toda a frota de Itaipu.

Fontes Originais das Informações



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sistema de Armazenamento Intermediário Visando Rede Pública de Abastecimento de Veículo Elétrico é Pesquisado pela Itaipu Binacional:

O Projeto Veículo Elétrico (VE), desenvolvido pela Itaipu Binacional em parceria com a suíça Kraftwerke Oberhasli AG – KWO, vai começar neste mês os estudos de um sistema inédito de recarga rápida, que prevê o abastecimento simultâneo de vários veículos elétricos em até 20 minutos, sem sobrecarregar a rede elétrica. Os testes serão realizados de forma incremental, buscando diminuir drasticamente os tempos de recarga. Hoje, para uma recarga completa da bateria de um VE, são requeridas oito horas de espera.

Para os testes do sistema de recarga rápida idealizado pela Itaipu e KWO será utilizada uma nova plataforma de pesquisa e desenvolvimento móvel, que foi adquirida pela Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável (AM.TE) da usina. A plataforma será customizada e integrada em conjunto com a Fiamm Sonick (fabricante de baterias de Sódio - Cloreto de Níquel), dentro de um acordo de cooperação técnico e científico no segmento de armazenamento de energia em baterias avançadas.

A plataforma de pesquisa permitirá também a realização de outros estudos, como o armazenamento de energia de fontes periódicas ou não. Simultaneamente, poderá suprir energia de forma controlada, liberando a carga de acordo com a demanda – seja esta demanda oriunda de um conjunto de veículos elétricos para abastecimento ou para o suprimento de energia a pequenas comunidades, inclusive isoladas.



Smart grid:

“Com esta plataforma, alterando-se os softwares de controle, poderemos estudar o armazenamento de energia durante a noite para devolução à rede no momento do pico de consumo, aplicando os conceitos do smart grid”, explica o engenheiro Márcio Massakiti Kubo, da AM.TE.

A plataforma de testes está montada dentro de um contêiner, por uma questão de mobilidade: alguns testes serão realizados fora das instalações da Itaipu. Na configuração piloto, serão utilizadas quatro baterias de sódio de alta capacidade, da marca Zebra, que trabalharão em linha, e um sistema de monitoramento eletrônico, que poderá ser acionado remotamente.

Segundo o engenheiro, a plataforma funcionará como um grande acumulador de energia, da mesma forma que os tanques dos postos de combustível acumulam álcool, gasolina ou diesel. A principal vantagem do sistema idealizado é que ele evita que vários veículos elétricos, conectados à rede, recebam carga rápida ao mesmo tempo. Os atuais sistemas de carga rápida em estudo na Europa, China e Estados Unidos indicam a necessidade de instalações elétricas mais robustas, o que demandaria altos investimentos.

“Com os acumuladores de energia, teremos dois processos: da rede elétrica para o banco de baterias, com carga lenta; e do banco de baterias para o veículo elétrico, com carga rápida. Assim, esse banco de baterias não prejudica a infraestrutura elétrica e provê carga rápida da mesma forma como um carro convencional é abastecido em um posto de gasolina”, complementa Massakiti.


Uso rodoviário:


Segundo Massakiti, no futuro a estações baseadas neste conceito poderão estar disponíveis em postos de serviços, shoppings e até supermercados. A aplicação seria direcionada principalmente para o usuário que necessite percorrer grandes distâncias, em viagens, e não possa esperar as 8 horas de reabastecimento. Atualmente, a autonomia do veículo elétrico é de aproximadamente 150 quilômetros.

Para o uso urbano, entretanto, a recarga poderia ser feita nas próprias residências, durante a noite; ou enquanto o veículo estiver parado no escritório. Neste caso, não haveria sobrecarga – o consumo de energia para abastecer um veículo elétrico em carga lenta é equivalente ao de um aparelho de ar condicionado de 12 mil BTU (3.52 kW.h). 

“Em geral, boa parte dos veículos fica parada no mínimo 16 horas por dia em algum lugar. Os deslocamentos são para ir ao trabalho ou para casa, na hora do almoço. Basta analisar a si próprio: 80% da população têm essa característica”, comentou Massakiti. “Já as viagens são demandas esporádicas para o usuário comum e seriam atendidas por essas estações de recarga rápida”.

Comissionamento da plataforma:

Os primeiros testes com a nova estação deverão começar em maio, com a chegada a Foz do Iguaçu de um especialista da Fiamm Sonick. O profissional irá discutir e ajudar a customizar o software básico da plataforma de desenvolvimento, em conjunto com a equipe de Itaipu, ajudar a montar o equipamento e realizar o setup dos softwares de controle e comunicação, com base nas experiências em sistemas piloto de armazenamento de energia em plataformas estacionários e móveis que a Fiamm dispõe na Europa.

“Para viabilizarmos a carga rápida dos veículos elétricos, uma grande interação com o fabricante das baterias se faz necessária, visto que o sistema de controle instalado na plataforma necessita se comunicar com as baterias dos VEs em tempo real. Deste modo, a taxa de transferência de energia será elevada gradualmente, até alcançar a capacidade máxima da bateria, obedecendo critérios de segurança”, explicou o chefe da AM.TE, engenheiro Celso Novais, coordenador brasileiro do Projeto VE. “Como a carga rápida sempre provoca o comprometimento da vida útil das baterias, um estudo paralelo também será iniciado para determinarmos o melhor ponto de operação, tendo em conta tempo de abastecimento versus vida útil da bateria”, acrescentou.

Painéis solares:

A plataforma de recarga rápida dispõe ainda de painéis solares avulsos para uso externo. Porém, no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade, no Galpão G5 de Itaipu, ela será integrada à rede e também acoplada a painéis solares já existentes no espaço. No segundo momento, a estação será adaptada para viajar em um caminhão, com objetivo de atender estudos e testes previstos em outras regiões. Por exemplo, para os estudos do sistema de recarga rápida para VEs, as empresas distribuidoras de energia Copel, Cemig, Light e CPFL participarão com testes nas suas instalações. Celso Novais explica que, embora a plataforma de teste tenha apenas quatro baterias, o que limita o potencial de armazenamento, para aumentar a potência, basta conectar mais baterias e ampliar o sistema.

Segundo o engenheiro, o importante não é a potência da plataforma e sim o domínio do know how do software e do hardware aplicados em sistemas de armazenamento de energia, que serão úteis para os setores elétricos do Brasil e Paraguai e, principalmente, para atender demandas da Ande (Paraguai) e da Eletrobras (Brasil) neste segmento.

“Em nossos planos prevemos realizar estudos com esta plataforma no arquipélago de Fernando de Noronha, com o objetivo de avaliar concretamente a viabilidade técnica de implantação de um grande sistema de armazenamento de energia de 4MW, com banco de baterias alimentado por fontes de energia renováveis”, comentou Novais.

Ainda segundo o engenheiro, as baterias de sódio que compõem a estação têm a mesma tecnologia das que estão sendo desenvolvidas pela FPTI em convênio com a Battery Consult e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “É uma bateria totalmente reciclável, boa para climas tropicais e feita com materiais facilmente encontrados na natureza”, elogiou.

Fonte:


http://processo-industrial.blogspot.com.br/2012/04/sistema-permitira-abastecer-veiculos.html

(Divisão de Imprensa - Itaipu Binacional)



Baterias de Sódio - Cloreto de Níquel (ZEBRA - Zero Emission Battery Research Activity):

Como funciona: A bateria Zebra é constituída por placas positivas de Sódio e placas negativas de  positivas de Cloreto de Níquel. 0 Sódio da placa negativa formado eletro-quimicamente a partir do Cloreto de Sódio (sal comum de cozinha) quando a bateria recebe a primeira carga para formação da bateria.

Vantagens: segura e relativamente barata, possui alta densidade de energia, seu material é abundante e amigável com o meio ambiente.

Desvantagens: Para funcionar necessita de temperatura elevada (250ºC a 300ºC), devendo ser montada em caixa com excelente isolação térmica, e quando parada perde carga muito rápido.

Veículos Elétricos no Brasil: Itaipu e o Projeto VE

O Projeto VE consiste no desenvolvimento e pesquisa de veículos movidos a energia elétrica. Sediado em Itaipu, é composto por três grupos de trabalho para o desenvolvimento do Fiat Palio Weekend Elétrico (carro para uso urbano), Daily Elétrico (caminhão elétrico para pequenas cargas) e Granmini Elétrico (mini-ônibus elétrico).

A iniciativa teve início com a assinatura de um acordo internacional de cooperação técnica firmado pela Itaipu e pela Kraftwerke Oberhasli (KWO), controladora de hidrelétricas suíças em 15 maio de 2006. Desde então, reúne parcerias com a montadora Fiat, além de empresas de tecnologia, concessionárias de energia elétrica e instituições de pesquisa do Brasil, Paraguai e Suíça.

Utilizando a energia limpa e renovável de usinas hidrelétricas, o VE não emite poluentes. Por isso, pode ser considerado 100% ecológico, com forte compromisso ambiental, em consonância com a missão institucional da Itaipu, que é gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e Paraguai.

No campo acadêmico, o projeto possibilita o intercâmbio de informações e conhecimentos entre institutos de pesquisas e universidades brasileiras, paraguaias e européias, que agem como catalisadores para o desenvolvimento desta nova tecnologia. Além disso, o projeto VE proporciona a capacitação de profissionais e geração de emprego e renda.

Em 11 de Junho de 2012 a cidade de São Paulo recebeu os dois primeiros táxis elétricos do Brasil. Trata-se do modelo Leaf da Nissan. Estes estão disponíveis para passageiros, sem tarifa diferenciada, no cruzamento da Av. Paulista com a Rua da Consolação. Até o final de 2012 serão dez táxis elétricos neste ponto. Antes desta iniciativa veículos elétricos já poderiam ser vistos na Universidade de São Paulo. A USP recebeu a doação de quinze Scooters elétricas que estão distribuídas pelos Campi da Universidade.

Dentre as Universidades brasileiras a USP é a mais envolvida no tema. Além do uso de Scooters elétricas para o patrulhamento nos campi, a Universidade de São Paulo está implementando um eletroposto de carga lenta para carros elétricos. Ademais, também existe um estudo acadêmico patrocinado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) conduzido por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP), sobre impactos socioeconômicos e sobre as perspectivas de modelos de negócios para o Veículo Elétrico na região da grande São Paulo.

O Electric Fiat 500 na América:

Por falar na parceria da Itaipu com a Fiat, cabe uma pergunta: 

Estaria a Fiat repensando os seus planos para o Electric Fiat 500 nos EUA? No fim do ano passado, havia quem acreditasse nisso. A ainda fraca demanda por carros elétricos em os EUA parecia estar levando a Fiat  a repensar para baixo as suas expectativas de vendas para uma versão elétrica de seu microcarro Fiat 500 nos EUA.

Todavia, uma resposta mais clara saiu na edição da revista veja desta semana: A montadora italiana Fiat revelou nesta terça-feira que elevará sua fatia de participação na Chrysler dos atuais 58,5% para 61,8%,. A Fiat informou ao fundo fiduciário VEBA, que detém o restante do capital da montadora norte-americana, que vai exercitar sua opção de comprar uma participação de 3,3% "nas próximas semanas".

A Fiat não informou quanto pagará pelo negócio. De acordo com a companhia, o preço das ações compradas será baseado em um "múltiplo de mercado" que considera o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) da Chrysler nos últimos quatro trimestres menos a dívida industrial líquida. Segundo fontes com conhecimento do assunto, o valor pago pela Fiat deve ficar entre 250 milhões de dólares e 300 milhões de dólares.

Nos último meses, a Fiat tornou-se dependente da Chrysler. No primeiro trimestre, o grupo teve um lucro líquido de 379 milhões de euros, enquanto o resultado somente da Fiat foi um prejuízo líquido de 273 milhões de euros. A Chrysler respondeu por mais da metade da receita de 20,2 bilhões de euros do grupo no período.

O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, disse que a montadora tem dinheiro para comprar inteiramente a Chrysler, mas não fará isso em breve. Ao exercitar todas as suas opções de compra, a Fiat pode elevar sua participação na montadora norte-americana para até 75,1%. Para isso a companhia italiana teria de comprar uma fatia de 3,32% a cada seis meses até 30 de junho de 2016.

Eu particularmente creio que há mais ainda em jogo: creio que a Fiat está apostando num eventual sucesso de mercado do Fiat 500 BEV. Como já relatado anteriormente, o Fiat 500 elétrico é esperado para ser lançado ainda este ano, o que o tornará um modelo 2013.


É importante ressaltar que o sistema de transmissão deste veículo, totalmente elétrico, baseado na tecnologia da Chrysler em unidade elétrica modular, está sendo desenvolvido, já por vários anos, in teiramente nos EUA no Centro Técnico da Chrysler (ENVI), em Auburn Hills, Michigan. Especula-se que o preço do 500 BEV fique em torno de 40 mil dólares.


O projeto tem conseguido se manter em alto sigilo e não há muita informação técnica a respeito mas, a alimentação deve provir de um pequeno motor elétrico de potência avaliada perto de 100 CV, que é capaz de transportar o veículo a uma velocidade final entre 80 e 100 milhas/hora. 


Já se tem anunciado desde que a Fiat espera vender no primeiro ano com um prejuízo de algo em torno de US$ 10.000,00 por unidade vendida e ela alega que isso é algo como um preço a ser pago para permitir que o grupo adquira e, principalmente, teste o conhecimento adquirido, em mobilidade elétrica, além de cumprir metas de reduzir as emissões médias de seus veículos.


Inovação em Parcerias:



A Petrobras é parceira do Projeto Veículo Elétrico. “Na prática, a única coisa que é certa é a mudança; a Petrobras quer estar preparada para a mudança, e queremos contribuir com projetos inovadores como o do veículo elétrico", disse Paulo Isabel, representante da Petrobras.


Segundo Paulo, em um futuro próximo, os carros elétricos poderão estar rodando nas estradas. A Petrobrás pode oferecer sua rede de postos para abastecimento destes novos automóveis. "Queremos contribuir com nosso conhecimento e infraestrutura na área de energia”, concluiu.


Segundo o governo brasileiro, nós já nos tornamos auto suficientes em produção de petróleo há alguns anos. Nos EUA, as grandes companhias petrolíferas se tronaram os suspeitos número um em "Quem Matou o Carro Elétrico?", quando estes tiveram a sua primeira bolha de mercado, no final dos anos 90. Portanto, fica a pergunta: O que será que a Petrobras espera lucrar com os carros elétricos além do fato de que temos a expectativa de podemos passar a exportar combustíveis, mesmo sem precisar aumentar a produção?


De qualquer forma, os veículos elétricos precisarão, também, de rede de abastecimento (BR).
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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.