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domingo, 6 de dezembro de 2015

Faróis de Rodagem Diurna (ou Luzes de Circulação Diurna) - DRL


O que são as Luzes Diurnas (DRL)


Faróis de Rodagem Diurna (ou, Luzes de Circulação Diurna, ou, ainda, simplesmente, Luzes Diurnas, sigla em inglês, DRL, de Daytime Running Lights) são uma característica nova para prevenção de acidentes de veículos vendidos nos Estados Unidos, mas eles foram usados, antes, por vários anos no Canadá e na Escandinávia. As DRLs ajudam a prevenir acidentes, tornando os veículos mais conspícuo (claramente visível, ou facilmente notado).

Em geral, nos sistemas DRLs, as lanternas traseiras permanecem apagadas, evitando conflito com a visibilidade das luzes de freio, enquanto as que lâmpadas para uso diurno, em geral, apenas dianteiras, emitem luz menos intensa.

A lei dos EUA permite, agora, MAS NÃO EXIGE, ainda, as DRL, as quais são ativadas, automaticamente, quando a ignição é ligada, e que são reconfiguradas, também automaticamente, quando os faróis regulares são ativados ao comando do motorista. 

A luz das DRLs, normalmente, podem equivaler às dos faróis de altos, mas em intensidade reduzida, ou às dos faróis baixos, com a potência máxima ou reduzida. Lanternas traseiras e / ou luzes sinalizadoras de conversão também podem ser acesas. Em alguns veículos, apenas os piscas, ligados continuamente, podem funcionam como DRL, especialmente quando os faróis estão escamoteados.


Porém, quais são as vantagens de segurança das DRLs?

Luzes diurnas são um método de baixo custo para reduzir os acidentes. Elas são especialmente eficazes na prevenção de colisões frontais e frontais laterais durante o dia, aumentando conspicuidade do veículo, tornando mais fácil detectar veículos que se aproximam, enquanto eles ainda estão mais distantes.

Quão eficazes são as DRLs? 


Quase todos os relatórios publicados indicam que as DRLs reduzem os acidentes por "engavetamento" (colisão de múltiplos veículos) durante o dia. Evidências sobre os efeitos das DRL sobre colisões vêm, principalmente, de estudos realizados na Escandinávia, Canadá e Estados Unidos. 

Um estudo que analisou o efeito da lei da DRL (onde, diferente do que se pleiteia fazer no Brasil, a presença das DRLs nos veículos não começou como acessórios que ficam por conta dos motoristas, mas, sim, se tornaram, por antecipação, itens instalados obrigatórios de fábrica) da Noruega, abrangendo levantamento do período de 1980 a 1990, encontrou um declínio de 10% colisões múltiplas de veículos diurnas.

Um estudo dinamarquês relatou uma redução de 7% em acidentes relevantes para as DRLs nos primeiros 15 meses após o uso de DRLs foi exigido, e um declínio de 37 por cento em acidentes por conversão à esquerda. 

Em um segundo estudo, que abrange quase os três anos iniciais da lei da Dinamarca, houve uma redução de 6 % em engavetamentos de veículos diurnos, e uma redução de 34% em acidentyes por conversão à esquerda. 

Já, um estudo de 1994 do Departamento de Transportes do Canada comparando veículos de ano modelo 1990 (com DRLs) e veículos ano modelo 1989 (sem DRLs) descobriu que as DRLs reduziam engavetamentos diurnos de veículos em 11%.

Por sua vez, nos Estados Unidos, um estudo institucional de 1985 determinou que os veículos de passageiros da frota comercial modificados para funcionar com DRLa estavam envolvidos em 7% a menos de acidentes de múltiplos veículos durante o dia do que os veículos similares sem DRLs. 

Um estudo com uma pequena frota com DRL realizados na década de 1960, encontrou uma taxa de queda comparativa de 18% para engavetamentos. Acidentes diurnos de múltiplos veículos representam cerca de metade de todos os acidentes relatados pelas polícias rodoviária e de trânsito nos Estados Unidos.

Onde as DRLs são necessária / obrigatórias? 

Leis no Canadá, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Islândia, Noruega e Suécia exigem que os veículos operem com as luzes acesas durante o dia. 

Existem dois tipos de leis:

O Canadá exige que os veículos sejam equipados com DRLs. 

O outro tipo de legislação vigente na Dinamarca, Finlândia, Hungria, Islândia, Noruega e Suécia requer que os motoristas garantam o acendimento dos faróis se seus veículos, caso eles não tenham as DRLs automáticas. Este tipo de lei se aplica aos motoristas apenas, enquanto os veículos não têm de ser especialmente equipados com DRLs por força de lei. Todavia estes são, justamente, os países em que, de modo espontâneo e precursor, a indústria automotiva local comprou a ideia das DRLs.

Em 1972, a Finlândia criou lei para o acendimento de luzes diurnas no inverno em estradas rurais e, uma década mais tarde, a Finlândia tornou o emprego de DRLs obrigatória durante todas as estações do ano.

Já, na Suécia, a lei semelhante entrou em vigor em 1977. Na Noruega em 1986, na Islândia em 1988 e na Dinamarca de em 1990. 

A Hungria exigiu que os motoristas em estradas rurais operarassem com luzes do veículo ligadas desde 1993. 

Por sua vez, o Canadá exige DRLs para veículos fabricados após 1º de dezembro de 1989. 

Até o presente, nenhum dos Estados dos EUA criou leis estaduais para as DRLs, embora alguns exijam, apenas, que os motoristas operem com os veículos com luzes acesas em mau tempo.

As DRLs estão disponíveis em veículos nos Estados Unidos? 


Oferecido em um certo número de carros de passageiros, picapes e utilitários esportivos nacionais e estrangeiros ano modelo 1995, as luzes diurnas estão se tornando uma característica cada vez mais comum por lá. 

Elas se tornaram, naturalmente, o padrão em todos os modelos de 1999 em diante da GM, Lexus, Saab, Suzuki, Volkswagen e Volvo,bem como o Toyota Avalon, Camry Solara, Corolla, e o Sienna. Eles são opcionais no Toyota Camry e Tacoma e em alguns BMWs. A GM oferece kits DRL para atualizações dos veículos que ainda não têm DRLs. Tais kits podem ser utilizados, também, em modelos não-GM.


Por que demorou tanto tempo para introduzir DRLs nos Estados Unidos? 


Curiosamente, nos EUA, algumas leis estaduais de iluminação inadvertidamente proibiam as DRLs até que a Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovia (NHTSA) concordou em permitir que os fabricantes de automóveis as oferecessem em veículos vendidos em todos os 50 estados. 

Esta ação, que antecipou as leis estaduais, seguiu de uma petição apresentada pela General Motors. O Instituto tinha apresentado uma petição semelhante com base em estudos que mostravam que DRLs são uma maneira barata para reduzir as colisões entre veículos durante o dia. 

Depois de inicialmente ter feito concessão para esta petição, a NHTSA acabou criando uma regulamentação em 1988, dizendo que o assunto não era claramente uma questão de segurança nacional e que os fabricantes de automóveis "tendiam a opor-se, ao invés de apoio, a proposta". Em seguida, a NHTSA mudou de rumo novamente, aprovando as DRLs em 1993.

DRLs são eficazes nos EUA e no Brasil?  


Países onde DRLs são necessários, obrigatoriamente, geralmente têm níveis mais baixos de luz ambiente durante o inverno e períodos mais longos de anoitecer e de amanhecer do que os Estados Unidos. 

Embora estudos têm indicado que as DRLs reduziram acidentes na América do Norte e na Escandinávia, o impacto que tem ocorrido nos EUA ainda não foi totalmente determinado, desde que as DRLs têm sido utilizadas apenas de forma limitada lá. 

Os efeitos positivos encontrados na avaliação das DRLs no Canadá são importantes porque a maioria da população do Canadá é a uma latitude mais baixa do que na Escandinávia. Além disso, DRLs americanos são mais brilhantes do que DRLs europeus. Isso deve aumentar o contraste visual entre os veículos e as suas origens, apesar da mais brilhantes condições de luz natural.

No passado, o Brasil não possuía regras específicas para a iluminação automotiva. Foi somente nos anos 80 que legislações impuseram a obrigatoriedade das luzes de ré, de conversão de direção e de freios, bem como determinaram os tons de cores para cada. Mais recentemente, em 1998, as regras foram atualizadas quanto ao que concerne a cores das luzes, contudo, sem ainda tornar obrigatório a presença de novos requisitos internacionais, como os sinalizadores laterais de conversão de direção (Side Marker Lights) cuja presença auxilia na prevenção de acidentes por fornecer melhor visualização do veículo.

Países próximos da Linha do Equador, em geral, nem ao menos recomendam o emprego das DRLs, pois o sol brilha quase sempre. Ligar faróis baixos comuns durante o dia, sob a luz sol brilhante do sol, de fato, causa algum incômodo aos demais usuários das vias de trânsito, tanto que lâmpadas para uso diurno, em geral, emitem luz menos intensa.

Por isso as DRLs envolvem uma das maiores discussões técnicas sobre segurança no trânsito brasileiro. Até hoje não há consenso sobre a obrigatoriedade. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) apenas recomenda e ninguém pode ser multado por deixar de ligar faróis baixos durante o dia, exceto em túneis. O CTB exige lanternas acesas sob chuva forte ou neblina.

No sul do País, porém, policiais rodoviários costumam obrigar os motoristas a trafegar com faróis acesos nas estradas, atitude com certeza incorreta, do ponto de vista da lei em vigor, muito embora as condições de luminosidade natural do sul talvez requeressem uma legislação diferenciada quanto ao emprego de DRLs.

A regulamentação brasileira (comum para todas as regiões do país) das DRLs e dada pelo Art.1º § 1º da Resolução Nº 227 do Contran, de 09 de Fevereiro de 2007 que estabelece requisitos referentes aos sistemas de iluminação e sinalização de veículos, em geral. As especificações atuais para as DRLs no Brasil podem ser encontradas no anexo 14 da mesma resolução, onde as nomenclatura adotada é “Farol de Rodagem Diurna” (para o Contran / Denatran, porém, emprega-se, também, o termo "Luzes de Circulação Diurna" em legislação que se encontra em tramitação).

O Projeto de Lei N.º 3.923, de 2012 (Do Sr. Jilmar Tatto), por exemplo, que se encontra parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania ( CCJC ) desde março de 2013, pretende alterar o artigo 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para estabelecer a obrigatoriedade dos veículos motorizados novos e comercializados no Brasil incluírem luzes de circulação diurna (DRL) que se acendem assim que a ignição é ligada. 

O emprego de sistemas DRLs irá encurtar a vida útil das lâmpadas ou a prejudicar a economia de combustível?


Entre as desvantagens estariam o aumento de consumo de combustível e de emissões de poluentes, queima de lâmpadas, baterias descarregadas ou menos duráveis e tendência ao “mascaramento” se milhares de veículos nas estradas e ruas acendessem os faróis simultaneamente. Entretanto, a iluminação por LEDs (diodo emissor de luz) resolveu parte desse problema. Consomem pouca energia, duram mais de 5.000 horas (praticamente por 250.000 km, vida útil média de um automóvel) e emitem luz branca e forte o suficiente para ótima visibilidade diurna. Seu preço caiu bastante com o avanço tecnológico.

O preço das luzes de LED caiu bastante com o avanço tecnológico, enquanto que manter ligadas luzes do veículo durante o dia não encurtam significativamente a vida útil dessa lâmpadas. Sistemas como aqueles em carros da General Motors que utilizam feixes de alta são projetados para operar com metade da sua potência normal durante o dia, conservando assim energia e reduzindo o efeito sobre a economia de combustível de um veículo. 

A NHTSA estima que apenas uma fração de uma milha por galão é perdido (equivalendo um aumento de consumo de cerca de 2%), dependendo do tipo de sistema usado. A General Motors estima o custo extra em combustível é de cerca de US $ 3 por ano para o motorista comum. O Departamento de Transportes do Canada estima os custos de combustível e substituição de lâmpada anuais extras é para ser de US $ 3 ~ 15 para sistemas que usam faróis de intensidade reduzida ou outras lâmpadas de baixa intensidade e mais de US $ 40 por ano para sistemas DRL utilizando lampadas regulares (antigas) de faróis baixos.

Os motoristas serão incomodados (visão ofuscada) por brilho? 


Na maioria dos países onde DRLs são obrigatórios, o brilho não foi um problema. No entanto, alguns motoristas nos Estados Unidos se queixaram de que os sistemas de lá estavam muito brilhantes. Em resposta a estas queixas, a NHTSA propôs reduzir a máxima intensidade de luz permitida de 7.000 para 1.500 candela, um valor mais alinhado com DRL europeus.

Uma vantagem decisiva das lampadas de LEDs é que elas permitem formar qualquer contorno luminoso que os desenhistas de veículos possam imaginar. Dessa forma, o efeito de homogeneidade com potencial de atrapalhar a noção de distância ou de profundidade desaparece. Motocicletas de faróis acesos, em meio aos carros, por exemplo, não seriam confundidas.

Lanternas dianteiras de LEDs, incluindo a função DRL, ficam permanentemente acesas, logo ao ligar a ignição, cumprindo as especificações técnicas que as exigem, recomendam ou permitem.


Motocicletas são obrigadas a ter DRLs?


As leis federais (tanto norte-americanas, quanto a brasileira) não exigem que motocicletas tenham DRLs, apesar de todos os fabricantes voluntariamente já terem começado (nos EUA) a equipar seus produtos com esses sistemas de luzes. Já, alguns estados norte-americanos, incluindo Califórnia (lá os Estados podem ter leis de transito específicas) exigem as luzes, enquanto outros 22 estados exigem que os motociclistas trafeguem com os faróis acesos em todas as horas.

Perspectivas:


Outro Projeto de Lei brasileiro, também parado na na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) desde março de 2014, e que teve o deputado Deputado Arolde de Oliveira (PSD/RJ) como relator na Comissão de Viação e Transportes, e o PL 3522/2012, no qual a obrigatoriedade do DRL para automóveis novos (como ocorre na União Europeia desde 2011) foi posta de lado para que houvesse a chance de se analisar primeiramente o impacto do uso de faróis durante o dia nas estradas.

Este último projeto de lei, apesar de ser o que apresenta as maiores chances de chegar ao fim de trâmites com aprovação não me parece ser algo bom para os motoristas, pois, sem a devida automação, e sem a adequação luminosa necessária, os motoristas ficam a merce de serem punidos, sistematicamente, pelos famosos esquemas de fabricação de multas que existem, e que tanto têm agradado aos prefeitos de certas cidades.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FIA Homologa Construtores para a Segunda Temporada da Fórmula E


A FIA - Federação Internacional de Automobilismo aprovou no último dia 3 (03/08/2015) a homologação dos oito fabricantes (construtores) que irão fornecer propulsores para as 10 equipes que irão competir na segunda temporada do Campeonato da FIA Fórmula E (campeonato dos carros de corrida puramente elétricos).

A partir da próxima temporada (2015/2016), que começa em Pequim, Chuna, em 17 de outubro, a série vai se tornar um campeonato aberto, permitindo que os fabricantes desenvolvam as suas próprias inovações em casa, começando com o desenvolvimento de sistemas de tração (powertrains) sob medida.

A fim de limitar os custos e promover os investimentos e as inovações nas áreas mais importantes, a liberdade de aplicação daquilo que é desenvolvido pelos fabricantes está inicialmente limitado apenas ao sistema de tração (mais especificamente ao motor elétrico, o inversor, o sistema de arrefecimento a (do motor e do inversor) e a caixa de mudança de cinco velocidade sequencial / transmissão diferencial.

Para a temporada em questão, todas as demais partes dos carros vão permanecer como estão (tal qual foram desenvolvidas no projeto original do carro Spark-Renault SRT_01E, empregado como carro comum a todos, na temporada passada), com o objetivo de prevenir (coibir) desenvolvimentos aerodinâmicos caros (e não prioritários).

Das 10 equipes (escuderias), oito irão utilizar os seus próprios propulsores (sistema de tração ou powertrain), enquanto que a escuderia Dragon Racing (norte-americana) fará parceria com a escuderia Venturi (Francesa) para executar powertrain do fabricante francês e, por sua vez, a re-nomeada equipe Aguri (japonesa, ex-Amlin Aguri) permanecerá como que na primeira temporada, com o pacote Spark-Renault SRT_01E.

Obviamente que, de tudo que está sendo desenvolvido de novo, as equipes e os construtores têm buscado manter o tradicional segredo e, por isso, nada, ainda, temos para mostrar, ou mesmo comentar, a respeito, de modo eu convido os amigos para ficarem com a impressão desta imagem (abaixo), que é relativa ao Spark-Renault SRT_01E.





Na primeira temporada de Fórmula E, todos as dez equipes participantes utilizaram carros​​ monopostos idênticos, que foi projetado e construído pela Spark Racing Technology (o Spark-Renault SRT 01E), juntamente com a participação de McLaren, Williams, Dallara, Renault e Michelin

As 10 equipes farão suas estreias públicas no primeiro teste de pré-temporada oficial em Donington Park (Inglaterra) na próxima segunda-feira (10 de Agosto). Os detalhes sobre como se inscrever para bilhetes gratuitos para esta apresentação de estréia estão disponíveis aqui (site não disponível para o Brasil, na data desta edição).

A Manutenção de segredos também está afetando a disponibilidade dos nomes dos pilotos que irão correr nesta nova temporada: do total de vinte possíveis pilotos (no mínimo, sem contar eventuais reservas), apenas quatro já têm os seus nomes devidamente confirmados (com informação disponível no site oficial da FIA) e, entre eles estão dois brasileiros: Nelson Piquet Jr. e Lucas Di Grassi (respectivamente o campeão e o terceiro colocado da temporada passada, enquanto que, o nome de Bruno Senna, que correu na temporada passada, ainda não está confirmado).

São, ao todo, dez equipes (ou escuderias), cada uma com dois pilotos (no mínimo), participando desta nova temporada do Campeonato da FIA Fórmula E. Clique aqui para saber mais sobre aqueles que competem na temporada 2015/2016. Como alternativa, para saber mais sobre as equipes e pilotos que competiram na primeira temporada (temporada passada), clique aqui

Conforme anunciado anteriormente, a Virgin Racing agora irá se chamar DS Virgin Racing em virtude da sua parceria com a DS Automobiles, enquanto Audi Sport ABT (equipe do Lucas Di Grassi) será conhecida como ABT Schaeffler Audi Sport após a sua ligação com o fabricante líder de tecnologia.

As Dez Equipes de Fórmula E são:

  • ABT Schaeffler Audi Sport
  • Andretti Formula E Team 
  • Dragon Racing 
  • DS Virgin Racing
  • e.dams-Renault
  • Mahindra Racing
  • NEXTEV TCR
  • Team Aguri
  • Trulli Formula E
  • Venturi Formula E

Alejandro Agag, CEO da Fórmula E, comentou: "Após a nossa bem sucedida temporada inaugural, é muito positivo para o campeonato ter 10 equipes registradas para a segunda temporada, vários dos quais têm o apoio dos principais fabricantes. Isto mostra claramente a força da série e já estamos ansiosos para começar os preparativos para a próxima temporada em curso."

Fiquem de olho no Calendário (o torçamos para o Brasil, enfim, e ao contrário da temporada passada, possa ser contemplado com aquela "etapa misteriosa", que se encontra assinalada com "TBD", ou seja "To Be Defined". Ela está tão perto, no visual do mapa, que não custa nada, ao menos, acreditar.

Curiosidade: O Som dos carros de Fórmula E


Os organizadores da Fórmula E sabem que o "barulho" de qualquer carro de corrida é muito importante para os seus fãs, razão pela qual o som do novo Spark-Renault SRT 01E tem uma das características mais originais e emocionantes do campeonato. 

Ao contrário da crença popular, os carros de Fórmula E estão longe de produzir tum total silêncio, mas, sim, um som futurista moderno, proveniente, principalmente, da comutação do dispositivos semicondutores de potência do inversor sobre os enrolamentos do motor elétrico que, combinado com o atrito normal dos pneus na pista, e o som do pacote aerodinâmico do carro, tem agradado aos fãs, não deixado nada a desejar.

Em alta velocidade o som produzido por um SRT_01E é de aproximadamente 80 decibéis, mais do que a média de um carro a gasolina de estrada moderno, que produz cerca de 70 db.

Ouça o som futurista de um típico carro de Fórmula E:


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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Calendário do Campeonato da FIA Formula E - Temporada 2015-2016

Já foi definido o novo calendário do campeonato da FIA Formula E para a temporada 2015-2016, que começará, mais uma vez, com uma corrida na cidade de Pequim (Beijing), na China, em 17 de Outubro de 2015.

Mais uma vez, a Suíça, com seus bons pilotos, não está contemplada para receber o circo da Formula E e, estranho, é que desta vez nem Mônaco está constando do calendário!!!!

Bem, pior ainda é o caso do Brasil, que na temporada passada chegou a constar da lista do calendário, com a previsão de uma corrida que era para ter sido no Rio de Janeiro, mas depois foi, simplesmente, descartada.

Desta vez, definitivamente, o Brasil não está nem mesmo no calendário "preliminar". 


Mas, porém, contudo, todavia, os dirigentes da FIA Formula E parece que não perderam a mania de fazer mistério e, mais uma vez, aparece na listra do calendário 2015/2016 da FIA Formula E, um TBC (To Be Definned).

Ou seja, isso significa que,  no dia 19 de março de 2016, está prevista uma corrida para acontecer em um local que ainda não está definido. Assim, das 10 corridas previstas, apenas 9 têm local definido (exatamente a mesma situação que ocorreu na temporada passada, as vésperas dela efetivamente começar).

Se vocês entrarem na Página do Calendário da FIA Fórmula E, vocês irão perceber que o tal "TBC" se encontra (na imagem do mapa que existe ali) bem ao lado da América do Latina, o que nos induz a crer (e ter esperança) que poderá haver, mesmo, uma corrida também no Brasil (mas pode acontecer deles optarem, por exemplo,, pelo México, e ai nós ficarmos, de novo (como na temporada passada) a "ver navios', mais uma vez).

Creio que está revelação, só o tempo é que trará (mas penso que é muito intrigante o que ocorre, pois, parece que existe por trás disso uma disputa de forças entre a FIA Formula E e alguma força com poder de decisão, brasileira).

Contudo, porém, ao menos os mesmos 3 pilotos brasileiros continuam com seus empregos (ainda) garantidos. Então, vamos lá Nelson Piquet Jr, Lucas Di Grassi (respectivamente #1 (campeão mundial) e #3 do mundo, na temporada passada) e Bruno Senna. Pé na tábua.



Veja Também:


Sobre Motocicletas, Triciclos, Scooters, Bicicletas, Skates e Patinetes Elétricos (Parte 1/3)






segunda-feira, 29 de junho de 2015

FIA Formula E 2014 / 2015 - Tudo o que você não viu na Tela da Globo (1/2)

"Bem, amigos da Rede Globo ..". Era assim que iniciava, na voz de Galvão Bueno, o meu programa predileto na TV, que, em geral, acontecia nas manhãs de Domingo (mas, as vezes, nas tardes do Domingo ou, até mesmo, em madrugadas de Sábado para Domingo), ao longo dos anos 80, e até meados dos anos 90.

Eu estou falando das transmissões das corridas de Fórmula 1 e, tenho certeza que, muitos dos amigos leitores com idade, hoje, entre 45 e 60 anos, compartilham das mesmas boas recordações que eu, além de, eu creio, um bom número de vocês talvez compartilhem também, do mesmo, trauma, desde aquela fatídica manhã que era para ser mais um Dia dos Trabalhadores de descanso e, de vitória,  na corrida de em Imola, Itália, em 1 de maio de 1994, e de ter desligado a TV cerca de uma hora após o acidente de Ayrton Senna (ou antes) com a certeza de que, dali para frente, nem você, nem o mundo, voltariam a ser exatamente os mesmos. 

Eu, por exemplo, nunca mais consegui me sentir motivado a assistir uma corrida de Fórmula 1 ao vivo, depois daquele dia. Para quem não perdia uma corrida sequer, como eu não perdia, daquela data em diante, eu creio de deva dar para contar nos dedos de uma única mão as vezes em que eu assisti, apenas parcialmente, a alguma delas, assim como eu também não consegui desenvolver pela Fórmula Indy (o que parecia uma boa opção, na época), o mesmo interesse apaixonado que eu tinha, antes, pela Fórmula 1. 

Ayrton Senna completou 31 anos na antevéspera da corrida do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de 1991, mas não quis festa, pois, o seu maior presente seria a primeira vitória num GP do Brasil, ainda mais em Interlagos, uma pista que ele ajudou a redesenhar, e que até hoje ostenta uma curva com nome em sua homenagem.
Quem, porventura, poderia dar um testemunho desse meu trauma, também acabou ficando para trás na minha história, passando de situação de outrora minha esposa, para atual não-esposa (sim, isso mesmo, NÃO-esposa, pois, como hoje em dia, cada qual acredita somente naquilo que bem entende, eu, por minha vez, definitivamente não acredito em EX-esposa, por ele ser um verbete que carrega a conotação de laço, algo que enseja te prender, indefinidamente, a uma história que sequer existe mais).

Todavia, pelo andar da carruagem, parece que já vai longo, também, o tempo em que "vale o que está escrito", e, o que se escrevia era: "O que pinta de novo, pinta na tela da Globo". Será que isso ainda poderia ser considerado uma verdade (ao menos relativa verdade)?

Bem, desde que surgiu na FIA a mobilização na direção de concretizar a ideia de um Campeonato de Fórmula E (com o "E" dos Veículos Elétricos (VEs, aqui neste blog), com carros de corrida puramente elétricos, ou melhor especificando, bólidos elétricos movido a bateria), a única ocasião em que eu vi o pessoal da Globo falando de tal campeonato, foi ontem, em meio os comentários finais no encerramento da partida de futebol que ela transmitia ao vivo, entre Palmeiras e São Paulo (e os são-paulinos que me perdoem por eu trazer-lhes de volta, neste momento, uma recordação tão triste).

Por incrível que pareça, ali, o mesmo locutor Galvão Bueno gastou pouco menos de 15 segundos para fazer uma breve menção sobre o Campeonato da FIA Fórmula E, e sobre a sagração do piloto brasileiro Nelson Piquet Jr. como Primeiro Campeão Mundial dessa nova categoria do automobilismo esportivo. Digo nova, mas que, agora, já se encaminha para a sua segunda temporada de sucesso de público (com exceção do público brasileiro, que ainda não acordou para ela), e com boas e naturais mudanças de regulamento que virão, tendo tudo para acirrar as disputas, tornando pilotos e equipes, ainda mais competitivos.

Tirando estes 15 segundos de ontem, eu ainda não tenho nenhum outro registro de menção sobre a FIA Formula E, nem na própria Globo, e nem em nenhuma outra emissora de televisão nacional de canal aberto. Já, neste humilde blog, nós estamos falando disso desde a virada de 2013 para 2014, ou seja, esperamos a ideia amadurecer um pouco, mas, passamos a promover antes mesmo de se ter um calendário de corridas plenamente acertado, para essa primeira etapa do campeonato.

Alias, diga-se de passagem, calendário previamente e plenamente foi algo que faltou, e o mais chato de tudo, é que os grandes perdedores fomos nós mesmos, brasileiros, mais uma vez. Sim, pois, durante um bom tempo, antes do campeonato efetivamente começar (com a primeira corrida em Pequim, Chuna), a cidade do rio de Janeiro havia sido contemplada com a previsão de receber (mais uma vez plagiando o Galvão Bueno) "o circo da Fórmula E", coisa que, porém, ao final, não se concretizou e, o Brasil foi, simplesmente, apagado do mapa.

Foram um total de 4 artigos anteriores escritos neste blog, até aqui (este aqui está sendo o 5º), apenas para tratar especificamente sobre este assunto: FIA FORMULA E, e, caso você queira acompanhar estas postagens mais antigas, em ordem histórica cronológica, são elas:
Fora estes artigos principais, na pagina e no grupo de Facebook associados ao blog, postagens menores eram feitas, sistematicamente, ao longo da temporada, uma para prenunciar cada uma das corridas que foram realizadas, e mais duas ou três para comentar sobre resultados e apresentar linques para os vídeos de cada corrida, todas narradas em inglês, já que não há participação alguma brasileira nas transmissões dos eventos de FIA Formula E (apenas a Fox Sports Brasil. TV paga por assinatura, transmitiu para a sua rede no Brasil).

Então, neste último fim de semana, chegamos, enfim, ao término da primeira temporada e, consequentemente, a sagração do Primeiro Grande Campeão que, como eu já havia revelado (e como Deus é justo) foi o piloto brasileiro Nelson Piquet Jr, que, alias, teve uma bela performance evolutiva, ao longo de toda essa temporada do campeonato.

Outro piloto, também brasileiro, mas que esteve ainda muito mais cotado para chegar a ser campeão dessa primeira temporada, pois, ele havia sido contratado, de antemão, pela própria FIA, para ser o pilotos de testes exclusivo dede o início do projeto do Spark-Renault SRT 01E - o Carro Oficial da Temporada 2014 / 2015 do Campeonato da Fórmula E da FIA.

No entanto, apesar de começar a temporada de modo magistral, e de manter uma média regular, ele, Lucas Di Grassi, o piloto para quem eu torci para qye ganhasse durante toda a temporada, acabou sendo suplantado pelo desempenho ainda superior, não apenas do Piquet Jr. mas, também, do suíço Sébastien Buemi. Veja. a seguir, as classificações dos pilotos (após as 11 etapas ou corridas):


POSNODRIVERTEAM 
R1
 
R2
 
R3
 
R4
 
R5
 
R6
 
R7
 
R8
 
R9
 
R10
 
R11
TOTAL
0199Nelson PiquetNEXTEV TCR
4
DNF
18
15
12 FL
25
15
14 FL
25
10
6
144
029Sébastien Buemie.dams Renault
DNF
15
25
DNF P
0
12
28 P
18
FL
28 P
10
143
0311Lucas di GrassiAudi Sport ABT
25
18
15
DNF
2
15
18
EXC
18
14 FL
8
133
047Jerome D'AmbrosioDragon Racing
8
10
4
0
12
8
10
25
0
18
18
113
052Sam BirdVirgin Racing
15
25
DNF
FL
4
DNF
12
4
DNF
8
27 FL
103
068Nicolas Proste.dams Renault
P
15 P
6
18
25
FL
8
1
4
6
1
88
0727Jean-Eric VergneAndretti--
P
8
P
18
FL
6
15 P
15
0
70
0855Antonio Felix da CostaAmlin Aguri-
4
DNF
25
8
6
2
0
6
--
51
096Loic DuvalDragon Racing----
6
2
DNF
15
0
4
15
42
1021Bruno SennaMahindra Racing
DNF
0
8
10
DNF
10
DNF
0
0
0
12
40
1166Daniel AbtAudi Sport ABT
1
1
FL
0
15
P
DNF
0
10
DNF
0
32
1223Nick HeidfeldVenturi
0
EXC
1
4
0
0
1
10
15
0
DNF
31
133Jaime AlguersuariVirgin Racing
0
FL
10
12
0
4
DNF
0
0
--
30
1430Stéphane SarrazinVenturi
2
0
DNF
1
DNF
1
6
8
0
1
P
22
1527Franck MontagnyAndretti
18
DSQ
---------
18
1628Scott SpeedAndretti----
18
DNF
0
0
---
18
175Karun ChandhokMahindra Racing
10
8
0
DNF
0
0
0
0
0
0
0
18
1888Charles PicNEXTEV TCR
12
---
0
0
4
0
---
16
196Oriol ServiàDragon Racing
6
6
2
2
-------
16
2010Jarno TrulliTrulli
DNF
0
12
DNF
0
DNF
0
P
0
0
DNF
15
2177Salvador DuranAmlin Aguri--
0
EXC
1
DNF
DNF
0
8
0
4
13
2288Oliver TurveyNEXTEV TCR---------
2
2
4
2318Vitantonio LiuzziTrulli----
0
0
DNF
2
0
--
2
2455Takuma SatoAmlin Aguri
DNF FL
----------
2
2528Justin WilsonAndretti--------
1
--
1
2688Ho-Pin TungNEXTEV TCR
0
0
-
0
-------
0
2788Antonio GarciaNEXTEV TCR--
0
-----
0
--
0
2828Simona de SilvestroAndretti---------
0
0
0
2918Michela CerrutiTrulli
0
DNF
0
DNF
-------
0
3028Marco AndrettiAndretti---
0
-------
0
3128Matthew BrabhamAndretti-
0
DNF
--------
0
323Fabio LeimerVirgin Racing---------
0
DNF
0
3318Alex FontanaTrulli---------
DNF
0
0
3477Katherine LeggeAmlin Aguri
0
0
---------
0
3555Sakon YamamotoAmlin Aguri---------
DNF
DNF
0
P = Driver secured pole position for the race earning 3 additional points
FL = Driver secured the fastest lap of the race earning 2 additional points




























































































































DNF = (Do Not Finish) - Piloto não completou a corrida.


Outra bela recordação que eu tempo, e ainda mais antiga no meu passado, é quanto ao meu hobby de infância de montar e colecionar álbuns de cromos (ou de figurinhas). Dos muitos assuntos que eu tive álbuns de figurinhas, um dos que eu mais curtia era o de tema de Fórmula 1, mesmo muitos anos antes de eu ter me tornado um inveterado telespectador e torcedor dessa categoria. Os álbuns de figurinhas de Fórmula 1, em geral, permitiam um retrospecto completo e detalhado de uma certa temporada.

Assim, amigos deste blog, é justamente o resgate daquelas postagens menores feitas, diretamente, no grupo e na página do Facebook associados a este blog que me permitirão, agora mesmo, brindar vocês com um interessante retrospecto dos principais momento ocorrido nessa temporada da FIA Fórmula E (o campeonato do automobilismo esportivo mundial que apresenta os bólidos da nova era dos Veículos Elétricos) e, também, fornecer aqui, num único lugar, os linques para todos os vídeos relativos a todas as corridas da temporada, e com (meus bons, mas, como não poderia deixar de ser, antes de tudo, subjetivos) comentários, corrida a corrida.

Campeonato FIA Formula E - Antecedentes da Temporada 2014 / 2015


Em 21 de agosto de 2014 (três semanas antes da primeira corrida), nós publicamos o seguinte depoimento de Lucas Di Grassi, piloto brasileiro da equipe Audi Sport Abt Formula E Team, sobre o Grande Prêmio de Fórmula E de Pequim (e aproveitamos para desejar muito boa sorte):

"O Circuito de Pequim é uma instalação incrível. Para os pilotos, será um tremendo desafio aprender os limites desta pista rapidamente, bem como para entender as melhores oportunidades de ultrapassagem. Os lugares mais óbvios são, provavelmente, as curvas 1, 2, 6, 19 e 20.

O circuito também vai exigir muita tração e estabilidade na frenagem, enquanto a recuperação de energia nas zonas de frenagem vai ajudar a estabilizar o carro.

Além disso, vai ser a nossa primeira corrida, por isso, todos os motoristas estarão ansiosos para ir! Os boxes também são únicos e requerem alguma prática especial para acertar, também, porque os motoristas têm de trocar de carro em seus boxes."

Esta declaração (técnica, precisa e fundamental sobre a tecnologia dos VEs) foi incluída, retroativamente, como introdução de uma postagem de cunho técnico, sobre Sistema de Frenagem Regenerativa em Veículos Elétricos (Nissan LEAF).

.Mas, nem tudo foi "boa notícia|" enquanto aguardamos ansiosos pela primeira etapa (primeira corrida, em Pequim - China), a galera, nas redes sociais, andava tão ansiosa que já estavam vendendo ingressos (e torcendo) pela terceira Etapa, que aconteceria, posteriormente, em Punta del leste - Uruguai).


Mas, um fato triste foi que, uma das etapas que estava prevista para ser disputada, inicialmente, no Rio de Janeiro (era para ter sido em 15 de novembro de 2014), infelizmente, foi cancelada pela FIA (algo, até hoje, não muito claramente explicado). O calendário foi, então, reajustado, com maior intervalo entre as etapas, e o Rio de Janeiro - Brasil, infelizmente, perdeu a primazia em tal participação.

1ª Etapa - Pequim, China, 13 de Setembro de 2014



As duas coisas que mais marcaram o GP de Pequim de Fórmula E foram, além da brilhante e contundente vitória do piloto brasileiro Lucas Di Grassi (seguido pelo piloto francês Franck Montagny, que obteve nesta prova a sua única pontuação válida ao longo de toda a temporada), também o impressionante acidente entre Nicolas Prost (que havia largado na pole mas terminou a corrida na 12ª posição) e Nick Heidfeld, na última volta da corrida.

Deslocado pela colisão lateral (aparentemente proposital e maldosa), o Spark-Renault SRT 01E de Heidfeld passa por sobre a corcunda da zebra, sendo, então, lançado brevemente no ar, para o alto e avante, batendo numa parede especial de proteção (de amortecimento de choque, graças a Deus), antes de terminar de volta a pista, caindo de cabeça para baixo.


Alguns culparam o "silêncio" dos motores dos carros da Fórmula E pelo acidente. Todavia, o juízes viram (e eu, também) no acidente, uma típica atitude de "Dick Vigarista" perpetrada por parte do Prost, o que lhe acarretou uma "bela" punição de 10 posições para a próxima corrida.

O fato é que, dali em diante, acirraria a briga pelo campeonato, principalmente entre Prost e Lucas Di Grassi, prometendo ainda muito mais emoções. Assista a corrida completa do Grande Prêmio de Pequim no linque abaixo:



2ª Etapa - Putrajaya, Malásia, 22 de Novembro de 2014


O Grande Prêmio da Malásia de Fórmula E foi marcado por três eventos importantes: o primeiro foi o acidente do terceiro piloto brasileiro no circo da Fórmula E, o Bruno Senna. Apesar de Senna ter saído, aparentemente, ileso daquela batida (que, a principio, pareceu bem grave, pelo menos pela visão (e audição) do impacto, ocorrido quando Bruno Senna tentava, na última volta, superar o suíço Sebastien Buemi na briga pelo terceiro lugar na prova).

Eu sei que posso estar errado, mas, eu arrisco a dizer que aquele acidente baixou a moral, e tirou o ânimo, do Bruno Senna, coisas que, pelo que eu mesmo percebi, praticamente não voltaram a se recuperar plenamente, ao longo de todo o restante da temporada (Pense: passar reto numa curva, indo chocar-se quase de frente com um muro, tal como sucedeu com seu falecido tio em Imola, há mais de 20 ano, é um tipo de acidente traumático que ninguém merece).


"O Buemi errou e vi a possibilidade de superá-lo. Infelizmente, passei sobre a sujeira, e o carro escapou. É sempre frustrante quando o potencial do carro não se traduz em resultado. Fiz uma aposta e paguei o preço", disse Bruno Senna, que ainda não havia completado nenhuma corrida na categoria, até ali..

Também na Malásia, começava a escalada de um outro grande piloto na temporada, a do suíço Sébastien Buemi, que subiria ao pódio, pela primeira vez, por conta da terceira colocação obtida naquela corrida (que foi vencida pelo inglês Sam Bird, seguido pelo nosso Lucas Di Grassi), e que por fim, terminaria a temporada em segundo lugar na classificação geral de pilotos. Abaixo, o vídeo da corrida completa do Grande Prêmio da Malásia:



Já, o terceiro evento marcante foi, justamente, um incrível aumento nas apostas sobre o piloto brasileiro Lucas Di Grassi que, após uma bela vitória na China e, agora, um segundo lugar na Malásia, já se tornava, desde cedo, o franco favorito para vencer esta temporada do campeonato de Fórmula E (previsão que, ao final, infelizmente não se concretizou). Na foto ao lado, o piloto inglês Sam Bird, vencedor no Grande Prêmio da Malásia de Fórmula E, dando um belo salto de alegria (Bird saiu na segunda colocação do grid de largada, tomou a liderança do espanhol Oriol Servia, pole position, logo no começo da corrida e praticamente não foi ameaçado pelos concorrentes ao longo das 31 voltas), ladeado por Lucas Di Grassi (com seu macacão estilo "cor-de-fogo"), que foi segundo colocado naquela prova e, atrás do Lucas (de macacão preto), ainda se encaminhando para o momento do pódio, o ótimo piloto suíço Sébastien Buemi que, como um mineirinho que come quieto, iniciava a sua empolgante escalada na temporada.

3ª Etapa - Punta del Este, Uruguai, 13 de Dezembro de 2014


O Grande Premio de Punta del Este, Uruguai, de Fómula E foi marcado bastante pela brilhante primeira vitória do suíço Sébastien Buemi (que, posteriormente, ganharia, também, a 7ª prova da temporada, a corrida de Monte Carlo, Mônaco, localidade onde Ayrton Senna, a seu tempo, havia sido considerado como rei).

Contudo, digno de nota, também, foi o fato surpreendente do recém-chegado Jean-Eric Vergne conseguir segurar a liderança durante grande parte da corrida, sendo ultrapassado por Buemi, apenas nas voltas finais (além do mais, Vergne conseguiu marcar a pole position, durante a qualificação, e ainda conquistou a cobiçada Fanboost1 (cinco segundos explosão de energia extra).

Não obstante a vitória de Buemi e ao brilhantismo transitório de Vergne, Lucas Di Grassi seguia como o maior favorito para vencer na temporada, marcando ali, um terceiro lugar no pódio (enquanto Vergne, aparentem,ente com algum problema não bem explicado, perdia várias posições na última volta).

Todavia, parece que foi, também, naquele momento em Punta del Este, que o futuro campeão, de fato, da temporada da Fórmula E, marcava o início se sua trajetória para a vitória: Nelson Piquet Jr foi quem obteve o segundo lugar naquela prova, conseguindo o seu primeiro (de muitos) lugar no pódio da categoria.

Graças ao crescimento do desempenho do Nelson Piquet Jr. no campeonato, a cena fantástica para brasileiros admirarem, com duas bandeiras brasileiras simultâneas sobre o pódio dos vencedores (como esta cena da foto acima, que ocorreu no pódio do Uruguai), voltaria a se repetir ainda mais três vezes, posteriormente, antes do final da temporada (em Long Beach, EUA, em Monte Carlo, Mônaco e em Moscou, na Russia).

Na verdade, do total de 11 corridas realizadas na temporada da FIA Formula E, a bandeira brasileira só esteve completamente ausente do pódio em duas delas: em Miami, EUA (A 5ª corrida) e, na última prova de todas, a "corrida surpresinha", prova de número 11, que foi realizada em Londres, em exatas 24 horas após a realização da outra corrida que havia sido, originalmente, prevista para Londres.

Penso que o cenário que foi descrito acima (altamente favorável para o nome do Brasil) já deveria ser, por si só, um motivo bom e grande o bastante, para o público brasileiro não ser, como tem sido, praticamente, unanimemente, apático com relação a este campeonato. Veja, no linque abaixo, a corrida completa do Grande Prêmio de Punta del Este de Formula E:


Notas:


  1. Fanboost: Trata-se de uma solução criada especialmente no âmbito da Fórmula E que permite ao público torcedor se envolver mais com o seu piloto de corrida favorito, em abrangência mundial, a fim de animá-los, que implica na realização de uma votação, que pode ser feita através da redes sociais (no caso específico da Formula E, Twiter e Facebook). É preciso que os torcedores (fãs) fiquem atentos, pois a votação termina uma hora antes do início da corrida. Os três pilotos mais populares (de acordo com a votação) são notificado 20 minutos antes de a corrida começar, para que eles possam planejar a melhor forma e momento deles fazerem uso desse poder extra (20% a mais de energia por 5 segundos). Eles podem guardá-lo para uma manobra na última volta que, ou saltar à de todos logo no início da corrida. A Fanboost na Fórmula E começou a vigorar a partir do Grande Prêmio da Malásia (a 2ª corrida da temporada), adicionando uma dose extra de estratégia para o campeonato da FIA Formula E, enquanto exige dos pilotos uma boa melhoria de suas comunicações sociais.

Veja também:



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