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sábado, 15 de julho de 2017

Eletrobras Ressalta Importância de Itaipu na Pesquisa de Veículos Elétricos


A Itaipu Binacional entregou em Abril último, dois veículos elétricos à Eletrobras e, posteriormente, em Junho, um terceiro veículo elétrico foi entregue ao Ministério de Minas e Energia (MME), todos em comodato. A entrega do Zoe e do Fluence elétricos a Eletrobras aconteceu na sede da holding, em Brasília, e reuniu o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior; o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Vianna; o coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico (VE) da Itaipu, Celso Novais, e outras autoridades. 

Já, o Renault Fluence, de cor preta, do MME será usado como carro oficial pelo Poder Executivo. Outros dois eletropostos também foram cedidos na ocasião. De acordo com o diretor-geral brasileiro da Itaipu, o VE dá protagonismo à empresa na área de mobilidade elétrica. "É uma forma de dar nossa contribuição ambiental para a sociedade. O repasse ajuda a incentivar e divulgar a tecnologia do VE", disse Vianna. 

Com os três carros cedidos (dois à Eletrobras e um ao MME), a Itaipu soma, atualmente, doze veículos elétricos entregues em regime de comodato a entidades como Copel, Exército, ONU Mulher, Universidade Federal de Santa Catarina, governo do Paraguai, além dos órgãos do setor elétrico em Brasília. Na frota própria, a Itaipu mantém 100 veículos elétricos, de carros de passeio até avião.

Ferreira Júnior ressaltou a importância da Itaipu na pesquisa e desenvolvimento de veículos elétricos e, também, o fomento da indústria brasileira para a criação de novos modelos de negócios baseados nesta tecnologia. “A Itaipu está de parabéns”, disse. “Nenhuma outra empresa investiu tanto em conhecer e divulgar a tecnologia do veículo elétrico como a Itaipu”, afirmou. “Hoje, eu sinto orgulho por ter a empresa no grupo Eletrobras.”

Crédito: Sérgio Amaral

O presidente da Eletrobras é um grande entusiasta da mobilidade elétrica, que, segundo ele, será o “futuro inevitável” do transporte no mundo todo. Antes de assumir o cargo, em julho do ano passado, ele presidiu a CPFL Energia por 12 anos, período em que criou o Programa de Mobilidade Elétrica - Emotive. Mais tarde, a CPFL tornou-se uma das parceiras do Programa Veículo Elétrico, da Itaipu.

“O Brasil tem um potencial muito grande pela frente e não há dúvidas de que este será o mercado do futuro”, completou Ferreira Júnior. “O que a gente pode fazer é compartilhar estes dez anos de pesquisa do Programa VE para ajudar a indústria a crescer e criar, por exemplo, um motor nacional, como a Itaipu já está fazendo com o Twizy”, concluiu.

Para Vianna, os dez anos de experiência do Programa VE dá protagonismo à empresa na área de mobilidade elétrica. “É a nossa forma de dar uma contribuição ambiental à sociedade”, resumiu, ao elogiar o programa. E complementou: “A intenção é que os elétricos cheguem a outras empresas da holding como um incentivo à divulgação da tecnologia do VE.”

Crédito: Sérgio Amaral

Mobilidade elétrica 


Os modelos entregues à Eletrobras são veículos de passeio para uso urbano. O Renault Zoe tem autonomia de 100 km a 150 km, velocidade máxima de 150 km/h e consumo de 146 Wh/km (watt-hora por quilômetro). O Renalt Fluence ZE tem autonomia de 90 km a 140 km, pode chegar a 135 km/h e consome 140 Wh/km. Ambos 100% elétricos e silenciosos, eles representam todas as vantagens econômicas e ambientais dos veículos elétricos.

“Nós assinamos o Acordo de Paris sobre a redução das emissões dos gases do efeito estufa e o veículo elétrico é uma ótima oportunidade para diminuirmos as emissões de nossa frota”, disse Wilson Ferreira, lembrando que os motores a combustão e as queimadas são os dois maiores emissores de gases estufa do Brasil.

Menos CO2


Segundo levantamento do Programa VE, em dez anos os veículos elétricos de Itaipu rodaram 836 mil km e evitaram a emissão de 87 toneladas de CO2. Para neutralizar estas emissões seria necessário o plantio de 498 árvores. Ampliando o cálculo à frota brasileira, que roda em média 670 bilhões de km por ano, as emissões evitadas seriam de 69,7 milhões de toneladas de CO2, que, para serem neutralizadas, exigiriam 400 milhões de árvores plantadas.

Outro aspecto positivo é a eficiência energética, que é de 90% pra carro elétrico, contra 37% dos movidos a gasolina. O custo da energia é de 1/5 em comparação ao combustível. Na Itaipu, os dez anos do Programa VE resultaram em uma economia de R$ 240 mil – considerando que a própria empresa produz a energia que abastece os carros (se a energia fosse comprada, a economia seria de R$ 110 mil). Em todo o Brasil, a economia seria da ordem de R$ 100 bilhões ao ano.

Programa VE 


Criado em 2006 por solicitação da Eletrobras, o Programa VE da Itaipu conta hoje com uma frota de 100 veículos, incluindo carros de passeio, miniônibus, ônibus híbrido (elétrico e etanol), caminhão, veículo off-road e um avião elétrico de dois lugares. “O programa está alinhado às diretrizes da Eletrobras em relação à mobilidade elétrica”, explicou Novais. “É do interesse da Eletrobras promover a mobilidade sustentável e preparar o setor elétrico para esta tecnologia. São várias frentes novas de pesquisa que precisam ser tratadas pelo setor e a Itaipu vem conduzindo este processo.”

De acordo com o coordenador, o Programa teve um papel inicial importante na montagem dos veículos, em uma época em que a tecnologia ainda era incipiente no mundo todo. Esta primeira etapa ajudou a criar uma cadeia de fornecedores de componentes que, hoje, são fundamentais para que empresas – como a Renault, por exemplo – tragam seus veículos para o Brasil.

“Nosso foco atual é buscar soluções de infraestrutura e novas possibilidades de negócio que surgem com a tecnologia, novos modelos de operação e de armazenamento de energia”, avaliou Novais. Em um futuro próximo, conclui ele, a infraestrutura de abastecimento estará consolidada e surgirão novos modelos, como os veículos integrados à rede, que poderão fornecer a energia acumulada para ser usada no horário de pico.


Outras informações sobre o programa VE


O Programa Veículo Elétrico (VE) é resultado da parceria entre Itaipu Binacional, uma das maiores geradoras de energia limpa e renovável do Planeta, e a KWO – Kraftwerke Oberhasli AG, que controla usinas hidrelétricas na região dos Alpes, na Suíça. O acordo foi formalizado em maio de 2006, com a assinatura do convênio 8226/2006. Com o tempo, outras parceiras foram incorporadas ao programa, como a Fiat, a Renault, BMW, Iveco e Agrale.

O objetivo é pesquisar soluções de mobilidade elétrica que sejam técnica e economicamente viáveis e que possam minimizar o impacto ambiental das fontes sujas de energia, como os combustíveis fósseis.

Para permitir pesquisas sobre o impacto dos veículos na rede elétrica, o Programa VE também incorporou à frota modelos que já são produzidos em série pela indústria. Entre eles, o compacto 500e, da parceira Fiat, e modelos da Renault, outra parceira do programa: os compactos Twizy e Zoe e o sedã Fluence ZE.

Em 2014, o Programa VE iniciou – em um galpão anexo ao CPDM-VE –, a montagem de 32 modelos Renault Twizy. O objetivo desta ação é viabilizar estudos para a elevação gradual do índice de nacionalização dos componentes usados nos veículos elétricos, além de preparar fornecedores de peças no Brasil e no Paraguai.

A última parceira a entrar no programa, em 2015, foi a montadora alemã BMW, que produz os modelos elétricos i3. Esses modelos também serão utilizados para os estudos de impacto do veículo à rede elétrica.

Ônibus e caminhão elétricos


Além do transporte individual, o Projeto VE busca soluções para transporte de carga e de passageiros. Surgiu dessa preocupação o primeiro caminhão elétrico da América Latina, em parceria com a Iveco – braço da Fiat para veículos pesados. Lançado em agosto de 2009, o Iveco Daily Elétrico cabine dupla ganhou o Prêmio Destaque Tecnológico no congresso da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).

Na sequência, o Programa VE desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do País e o primeiro ônibus híbrido, movido a eletricidade e a etanol. A estreia do veículo híbrido foi durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul, em Foz do Iguaçu, em dezembro de 2010.

O avião elétrico


Em junho de 2015, Itaipu e a empresa ACS Aviation, de São José dos Campos (SP), colocaram no ar o primeiro avião elétrico tripulado da América Latina. O voo histórico ocorreu na pista do aeroporto da binacional, na margem paraguaia da usina.

O interesse do Programa VE neste setor é aprofundar os estudos sobre materiais compostos utilizados nas aeronaves, considerados fundamentais para a redução de peso dos veículos elétricos. Quanto menor o peso, menor a autonomia.

Baterias 


O alto custo das baterias é considerado uma das principais barreiras à popularização dos veículos elétricos. Para superar essa dificuldade, o Projeto VE obteve recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A gestora do financiamento é a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).

O objetivo da ação é nacionalizar a tecnologia aplicada ao produto. As baterias Zebra, que alimentam os protótipos Palio Weekend, são importadas da Suíça. Totalmente recicláveis, as baterias são feitas à base de sódio, níquel e cádmio.

Outra linha de pesquisa do Programa VE é o Sistema Inteligente de Armazenamento de Energia (IESS, na sigla em inglês), que pretende viabilizar o fornecimento de energia elétrica para comunidades isoladas – como as faixas de fronteira na região Norte do País.

A solução do IESS alia fontes limpas, gratuitas e abundantes do País (energia solar e eólica) a um sofisticado sistema de armazenamento, com baterias de sódio 100% recicláveis.

Parceria com o Exército brasileiro vai permitir a instalação de uma versão industrial do IESS em um Pelotão Especial de Fronteira (PEF) no Estado do Pará.

Mob-i: mobilidade inteligente


Em 2014, as ações de Itaipu no segmento entraram em uma nova fase, com o lançamento do Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal.

O novo programa atende a uma transição prevista por Itaipu quando começou a pesquisar as novas tecnologias de mobilidade: sair dos laboratórios, ganhar as ruas, conquistar consumidores e, no futuro, ocupar as linhas de produção da indústria nacional.

O Mob-i contempla sistemas de gestão de energia para abastecimento, gestão de frota e compartilhamento de veículos elétricos, tendo como base a plataforma Mobi.me, aplicativo desenvolvido pela Ceiia.

Com o sistema, é possível monitorar – em tempo real – o deslocamento dos veículos elétricos, gerando indicadores como a energia elétrica consumida e a quantidade de dióxido de carbono que deixou de ser lançada na atmosfera.

O Mob-i mantém um centro de operações no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, e três projetos-piloto: o Curitiba Ecoelétrico, na capital paranaense, o Brasília Ecomóvel e o Mob-i ONU, os dois últimos desenvolvidos na capital federal.

Somente no primeiro ano de operação, o Curitiba Ecoelétrico deixou de lançar na atmosfera mais de 6,6 toneladas de CO2, além de economizar mais de 5,2 mil litros de combustível. A experiência da capital paranaense poderá ser replicada em outros grandes centros urbanos do Brasil e do exterior.

Compartilhamento


No final de 2016, a Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal, inauguraram o Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI), para compartilhamento de veículos elétricos.

O projeto é piloto e vai atender, nesta primeira fase, apenas colaboradores de Itaipu e PTI que necessitem fazer deslocamentos dentro da margem brasileira da usina. Toda a operação do sistema será feita a partir de um aplicativo (o Mob-i) que o usuário deverá baixar no smartphone.

Inicialmente, serão empregados no projeto dez veículos elétricos modelo Twizy, da Renault, e quatro pontos de mobilidade inteligente (PMI), que são as estações para retirada e devolução dos carros. A ideia, no futuro, é ampliar o sistema para toda a frota de Itaipu.

Fontes Originais das Informações



sábado, 6 de outubro de 2012

Projeto de Lei Pretende Regulamentar a Comercialização de Energia Elétrica para Veículos Elétricos


Projeto de Lei Pretende Regulamentar a Comercialização de Energia Elétrica para Veículos Elétricos

O Projeto de Lei (PL) 3895/12 do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), que se encontrava na fila para apreciação e votação da Câmara dos Deputados Federais desde 22/05/2012, e que pretende regulamentar a comercialização de energia para carros elétricos no país, dispondo sobre a atividade de revenda varejista de eletricidade para abastecimento de veículo automotor elétrico ou elétrico híbrido, recebeu a designação de um relator em 03/04/2013, o Dep. Dudimar Paxiuba (PSDB-PA), na comissão de Minas e Energia.

Em 10/04/2013 o Projeto de Lei (PL) 3895/12 recebeu de seu relator parecer favorável, pela aprovação. Veja o teor do parecer, na integra aqui: Comissão de Minas e Energia - Projeto de Lei 3.895/2012 - Relatório.

Conforme a proposta, a ideia é criar a figura do revendedor de energia para exercer essa atividade, que poderá ser exercida, tanto por concessionárias, quanto por permissionárias da rede pública de distribuição de energia elétrica ou por revendedor varejista de eletricidade, que venha a ser registrado na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A proposta estabelece, ainda, que o revendedor varejista poderá produzir, total ou parcialmente, a energia elétrica que comercializar.

O deputado Ronaldo Benedet, corretamente, argumenta que os automóveis do futuro serão Veículos Elétricos, e a falta de uma legislação específica, sobre a venda de energia com esta finalidade, poderá comprometer, ou limitar, as possibilidades implantação dos veículos elétricos..Na avaliação do autor, o projeto tem por objetivo suprir a ausência na legislação brasileira, da regulação de venda de energia elétrica para fins automotivos: “Sem regras definidas, é possível que ocorra uma limitação nas possibilidades de abastecimento desses veículos”

Tramitação:

A proposta tramita em caráter conclusivo e deve estar sendo analisada por ambas as comissões, a de Minas e Energia; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania. A situação atual do PL 3895/12 é: "Aguardando Deliberação na Comissão de Minas e Energia (CME)".

Um ponto interessante que eu pude perceber nele, é que o revendedor varejista vai poderá também produzir, total ou parcialmente, a energia que for comercializar. Dessa forma, as concessionárias de energia poderão atuar também no setor automotivo, criando postos de recarga ou dispositivos de cobrança com esse objetivo.

A Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara deve estar, atualmente, se preparando para votar o relatório do deputado Arthur Maia (BA) sobre o PL 3895/2012, que regula a atividade de revenda varejista de eletricidade para o abastecimento de carros elétricos ou híbridos.

Apesar de eu ainda não entender claramente o que são e, no que diferem entre si, exatamente, "concessionárias" e "permissionárias" no contexto deste PL pois, eu não li ainda, detidamente, a íntegra da proposta, eu já posso adiantar que eu concordo plenamente com o autor, quando este diz que "automóveis do futuro serão elétricos. São veículos que contribuirão decisivamente para a melhoria da qualidade de vida nas grandes cidades, pois são silenciosos e não emitem gases poluentes”,

Todavia, outra dúvida que eu tenho, é se o nobre deputado esta preocupado com a limitação do ABASTECIMENTO de energia nas baterias de tração dos VEs ou, se a preocupação é com o ABASTECIMENTO de VEs no mercado consumidor automotivo brasileiro (coisa que ainda inexiste, ou melhor dizendo, as grandes montadoras de automóveis não trarão, efetivamente, seus VEs para serem vendidos, e muito menos montados, cá no Brasil, enquanto não houver a tal legislação).

Eu estou aberto a ser esclarecido por comentários, aqui mesmo neste blog mas, particularmente, eu penso que mais do que apenas "regulamentação do comércio de energia de abastecimento", os VEs não chegarão aos motoristas residentes no Brasil, enquanto não for criada uma política mínima de incentivos, de ampla abrangência para o contexto dos VEs.

Vale lembrar que pela mesma época em que o PL 3895/12 foi originalmente criado, o Sr. João Paulo dos Reis Velloso, Coordenador-Geral do Fórum Nacional., assinava mais uma pesquisa do INAE - Instituto Nacional de Altos Estudos, em que era apontado como uma das Áreas de Grandes Oportunidades Brasileiras, a Estratégia de Implantação do Carro Elétrico (em paralelo com os Biocombustíveis). Eu particularmente penso que VEs são a grande sacada dessa primeira metade do século XXI.

Todavia, todos já sabem que em nosso país, o lobby do álcool tem barrado os incentivos ao carro elétrico e tem obrigado os governos a ficarem do lado deles,.na hora de decidir, se investe na tendência mundial dos carros elétricos que já tem, não apenas projetos mas produtos avançados, ou no etanol. Pena que, mais uma vez, essa seja uma escolha decisiva errada, prejudicial ao futuro do país.

Entre 2009 e 2010, o então (atualmente extinto) Grupo de trabalho no Brasil, formado por montadoras e BNDES, fez um amplo estudo sobre as vantagens destes veículos e apresentou a Lula, porém, nada de concreto foi levado a cabo pelo governo.

Como verdade histórica, ficou o fato de que, podem existir vários motivos justificáveis, para o governo federal ter tirado o projeto do carro elétrico brasileiro da tomada mas, o que não pode ser alegado, é que faltaram informações.

O grupo de trabalho para avaliar o assunto, era composto por diversas entidades e esteve no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), onde subsidiou o governo federal com um arsenal de números, dados e perspectivas, que convergiam sempre para a mesma questão: o carro elétrico, ou mesmo híbrido, só daria (dará) a partida de fato com apoio do governo federal – que chegou a falar em incentivos ao segmento, mas acabou, por fim, recuando.

Siga ligação para obter, como eu obtive, acesso à integra da proposta atual do projeto de lei em questão: PL 3895/12

Mas Antes de deixar esta página, veja que ironia (ou lógica causa-efeito) do sistema!

Enquanto nós aqui nos enrolamos todos, por quase 5 meses já, com um Projeto de Lei de apenas dois parágrafos, lá dos EUA, sobre exatamente a mesma questão, nos chega a seguinte notícia:

"Fabricante de carro elétrico espalhará postos gratuitos nos Estados Unidos"


A fabricante americana de veículos elétricos Tesla Motors anunciou que vai espalhar postos de abastecimento (Estações Públicas de Abastecimento de VEs) nos Estados Unidos, nos quais os motoristas poderão carregar seus carros gratuitamente, conforme relata o site da Forbes.


Essas centrais de abastecimento, no entanto, servirão apenas para um dos modelos da Tesla, o Model S.

“Em dois anos – isso não é exagero – em dois anos nós vamos cobrir quase inteiramente os Estados Unidos de ‘superchargers’ (os postos de abastecimento) e você vai poder viajar praticamente para qualquer lugar (do país)”, afirmou o presidente da empresa, Elon Musk. Ele disse que planeja, mais para frente, instalar postos na Europa e na Ásia.

Hoje, um dos problemas de quem tem carro elétrico é a escassez de postos. “As pessoas têm a ideia de que se você tem um carro elétrico, não há liberdade; você está preso”, disse o executivo. Sua intenção é de que, com os postos gratuitos, as pessoas “tenham mais liberdade do que com qualquer outra coisa”.

A Tesla Motors vem se firmando como uma das "novas marcas" mais promissoras. Interessante novidade do cenário automobilístico mundial, inclusive no aspecto tecnológico.

Apesar dela ter nascido do mais genuíno ventre da mobilidade elétrica, ela tem se caracterizado por apostar em carros especialmente potentes e, cada vez mais potentes (e luxuosos). Há uma postagem tecnicamente bem abrangente sobre o novo Tesla Modelo S, bem aqui mesmo, neste blog.

Com toda certeza, há e haverá, sempre, uma fatia generosa de mercado para essa linha de produto, contudo, obviamente, não será com ela (talvez através dela mas, não com ela), que os VEs irão se popularizar mundo afora.

Assim, eu, particularmente, continuo acreditando muito mais num carro tipo "padrão Nissan Leaf" para o mercado norte-americano real, nessa primeira metade do século XXI e, continuo apostando na segurança e no conforto do cotidiano, que são propiciados pelo fato de todo motorista de VE poder ter a sua própria estação de carregamento em sua casa.

Claro que poder viajar distâncias maiores do que 200 km sem precisar ter que "armar uma verdadeira operação de segurança militar" é importante para todos, porém, a preocupação com a mobilidade do dia a dia é maior em prioridade, para o motorista médio mundial.

Mesmo que a estação de carregamento doméstica não seja uma "super-ultra-mega-extra charger", que carregue a bateria do seu VE em 15 minutos (talvez 12 min., e prejudicando, DE FATO, a vida útil dela), poder fazer o carregamento da bateria do sistema de tração de um VE médio, em sua própria casa, com caga total em tempo decorrido de 3 ~ 6 hs, deixando o carro descansando na garagem, para iniciar a carregar automaticamente, a partir das 23hs00min (ajudando, assim, o país, na redução do famigerado horário de pico de consumo de energia elétrica), automaticamente, isso sim, é a "pedra de toque" para a "popularização" dos carros elétricos, em qualquer mercado do mundo.

Quem viver, verá! No entanto, obviamente que, Estações Públicas de Abastecimento de VEs, quanto mais, melhor!! Os norte-americanos (estadunidenses, como dizem os portugueses, alias portugueses mais enfronhados em VEs do que nós brasileiros) que o digam! Independente delas "matarem precocemente" as baterias (fazer o quê?), elas são desejáveis e necessárias. O site da AFDC - Alternative Fuels Data Center do governo norte-americano, apresenta, organizadas por Estado, o número de todas as Estações Públicas de Abastecimento de VEs existentes por lá, além de mapas e gráficos que mostram os dados de transporte e tendências relacionadas a combustíveis alternativos e veículos. Confira!

Sem mais para o momento

atenciosamente.

ALLenz
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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.