sexta-feira, 16 de maio de 2014

O que há entre a Apple e a Tesla Motors?


A princípio era apenas uma suposição: de acordo com o jornal San Francisco Chronicle, os executivos Adrian Perica, chefe de fusões e aquisições da Apple, e Elon Musk, CEO da Tesla Motors, teriam se reunido visando negociações entre as duas companhias.

No entanto, depois de alguns meses de suspense, Elon Musk, confirmou que, de fato, se encontrou com a Apple, no segundo trimestre de 2013, mas não disse os motivos, ou o que foi debatido durante a reunião. "Tivemos conversas com a Apple, mas não posso comentar se elas giravam em torno de qualquer tipo de aquisição", declarou o executivo.

Não obstante, desde que as pessoas souberam do rumor dando conta que o CEO da Tesla Motors se reunira com o chefe de fusões e aquisições da Apple, as pessoas passaram a acreditar que deveriam esperar para, em breve, haver alguma grande surpresa ligada àquele evento, todavia, um ano após, ainda nada de concreto ocorreu.

Para completar, o fato de Tim Cook, o CEO da Apple, também ter estado presente na reunião entre Perica e Musk, somou como um forte indicativo de que as duas companhias poderiam estar em vias de se fundir.

O questionamento que se passou a fazer, então, é se Apple estaria interessada em, “simplesmente”, adquirir a Tesla Motors, ou se essas duas grandes companhias da atualidade poderiam estar buscando entendimento para unir forças, visando algum projeto em conjunto nos próximos anos.

Este questionamento segue em consonância com um rumor que surgiu no começo de Abril de 2014, quando o jornal San Francisco Gate divulgou uma série de informações que apontavam o interesse da Apple em investir nas áreas médica e automotiva.

Um bom indício de que a Apple quer ingressar no setor automobilístico é a contratação de Tomlinson Holman, o engenheiro que foi responsável pela criação dos sistemas de som THX e Surround Sound 10.2 e que trabalha na empresa de Cupertino desde 2011, quem sabe não seja para poder produzir sistemas de som automotivo de alta performance para os VEs, como os usados nos veículos da marca Lincoln desde 2011.


Apesar de ainda não parecer um número surpreendente, que denote uma tão esperada disparada do negócio dos veículos elétricos, a Tesla conseguiu vender 22.450 unidades do sedan de luxo elétrico Tesla Modelo-S no ano de 2013, superando até mesmo as projeções feitas pela própria empresa (que eram de apenas 20.000 unidades). Por isso, também não é de surpreender que, ao longo daquele ano, as ações da Tesla tenham subido algo em torno de 350%.

Se a Apple não estiver interessada em comprar a fabricante de automóveis diretamente, existem outras possibilidades para a fabricante de tecnologia achegar-se à diversão dos carros elétricos. No caso mais visível, a Apple poderia assumir o sistema de informação com tela de 17 polegadas sensível ao toque do Tesla Modelo S, que atualmente funciona com um sistema operacional proprietário.

Também a Apple poderia entrar na briga por assumir o desenvolvimento do software bateria que gerencia a carga / autonomia da bateria dos VEs da Tesla, que é um item de produto que ficou sob fogo, depois que uma polêmica reportagem sobre o VE Tesla Modelo-S que saiu no New York Times, ainda em 2012

No entanto, em entrevista para a Bloomberg, Elon Musk foi categórico ao dizer que uma aquisição da Tesla pela Apple é praticamente improvável: "Acho muito difícil (vender a Tesla), porque estamos super focados na criação de carros elétricos para as massas, e eu ficaria muito preocupado com qualquer possibilidade de aquisição, porque isso nos afastaria de nossas funções e objetivos", comentou.

Musk também diz acreditar, que nenhuma empresa do mercado de tecnologia poderia auxiliar a Tesla em sua missão atual, que é a de produzir veículos movidos a eletricidade. Todavia, a compra da empresa pela Apple talvez não seja mesmo possível, mas não creio se possa descartar uma eventual parceria entre as duas companhias.

Ambas empresas são focadas no design de alto padrão que é acessível para seus clientes por meio de interfaces intuitivas. Além disso, as duas se tornaram ícones de inovação em suas respectivas áreas de indústrias e têm história semelhante, passando por dificuldades financeiras no passado e diversas ameaças de fechamento.

Além do mais, depois da morte de Steve Jobs, em 2011, a Apple deixou de ter um homem forte em termos de exposição pública, coisa que, trazendo Elon Musk para casa, eles voltariam a ter. Musk é considerado um líder carismático e o crescimento da Tesla Motors na indústria automotiva tem sido constante.

Tesla Modelo-X
A Tesla pretende começar a distribuir o seu SUV elétrico Model X (cuja entrada em produção foi adiada em favor da rentabilidade da empresa em 2013) ainda este ano (quem sabe se quando esse produto chegar ao  mercado não venha a aparecer algo que revele a real natureza da parceria Apple-Tesla), bem como continuar a expansão da sua rede de estações de carregamento Supercharger gratuitos em todo o país. A Tesla tem se mantido entre as cinco primeiras marcas nas pesquisas que verificam a percepção dos consumidores, na categoria Marca de carros, em 2014.

Outra possibilidade aventada é que a parceria possa resultar em uma planta única, para o desenvolvimento da próxima geração de baterias de íons de lítio, tanto para aplicação nos carros da Tesla, quanto para emprego nos aparelhos eletrônicos produzidos pela Apple.

Tesla "Gigafactory" pode ser o Plano Secreto entre a Apple e Tesla Motors


Após os rumores sobre a suposta empreitada aquisitiva da Apple sobre a Tesla Motors, agora as duas empresas têm falado, e quase certamente planejado, sobre o que o mercado tem chamado de Tesla Gigafactory: uma enorme fábrica para produção de bateria recarregáveis, projetada para operar a partir de 2017, a um custo de instalação de, pelo menos, US $ 5 bilhões.

Isso faz um total sentido. Graças às suas vendas de milhões de dispositivos móveis como iPads, iPhones e laptops, a Apple usa a capacidade da bateria duas vezes mais que a Tesla. Além do mais, sempre à procura de novos e mais baratos fornecedores, sem dúvida, a Apple vê a Tesla como uma parceira muito atraente.

A Tesla estima produzir 32.000 unidade do seu sedan Tesla Modelo-S em 2014, todos veículos elétricos movido a partir da energia contida em grandes pacotes de baterias de íons de lítio, de várias centenas de quilogramas de peso, cada um. Já, os produtos da Apple usam baterias bem menores, porém, em quantidades enormes, contadas as muitas dezenas de milhões ao ano, de modo que podemos dizer que,  tanto a Apple e Tesla Motors estão no mesmo patamar em termos de quantas baterias cada uma precisará neste ano.

A Tesla Motors diz o que a Gigafactory será capaz de dobrar o volume da produção mundial de baterias de íon de lítio obtido em 2013, quando ela chegar à maturidade no ano de 2020, e ao fazê-lo, irá reduzir drasticamente os custos, por meio da economia de escala.

Para os habitues da Nasdaq, uma parceria entre a Apple e a Tesla soa como algo perfeito. Wall Street tem se movimentado sobre os planos da Tesla Motors Inc (NASDAQ: TSLA) e da Apple Inc. (NASDAQ: AAPL), pois certamente tem muito dinheiro envolvido.

Além do mais, ambas as empresas estão sediadas nos Estados Unidos. Na verdade, elas são vizinhas: a Apple chama a cidade de Cupertino, na Califórnia, de Casa, enquanto a Tesla está estabelecida próxima a Palo Alto, também na Califórnia. No entanto, é preciso que fique claro que este negócio não significará que a Tesla irá, certamente, produzir baterias para Apple mas, significa, simplesmente, que ela vai ter a capacidade de fazê-lo.

O que a Apple trás para a mesa, com esse negócio, é o dinheiro, muito dinheiro, afinal ela está com um caixa positivo de US $ 159 bilhões. Quanto a Tesla, que é quem tem o sonho e o projeto de construir a Gigafactory de US $ 5 bilhões, por outro lado, está com menos de US $ 845 milhões em caixa, e com US $ 607 milhões em dívidas.

Estas perspectivas abrem as portas não só para uma forte relação fornecedor-cliente, mas também a possibilidades muito maiores. Todas as peças do jogo já estão disponíveis para uma parceria histórica, que poderá abalar tanto a indústria de dispositivos móveis, quanto a indústria de veículos elétricos.

É isto o que a Apple e a Tesla realmente podem fazer uma para o outra, e com isso poderem chegar a grandes aumentos na receita.

A localização da nova fábrica ainda é desconhecida (fala-se em prováveis locais com áreas entre 500 e 1.000 hectares, no Arizona, no Novo México, em Nevada ou no Texas), o que contribui para o mistério em torno da Gigafactory. Analistas da Baird & Co. estimam que a planta poderia custar entre US$ 2 bilhões e 5 bilhões. Já, estimativas da Wedbush Securities estão perto de US $ 10 bilhões.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Carro que eu quero - Greenpeace

Eu assinei e faço parte do coro que ajuda a promover importantes mudanças e a chamar a atenção das grandes montadoras para que estas produzam carros mais eficientes energeticamente.

No Brasil, o setor de transportes é um dos que mais contribuem para o aquecimento global: além de emitir mais gases de efeito estufa na atmosfera, esses carros do passado consomem mais combustível, afetando diretamente o meio ambiente e também o seu bolso.

Você acredita que as maiores montadores de veículos estão produzindo no Brasil carros com o que há de mais evoluído em tecnologia ?



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O Nissan LEAF e a Gameficação do Meio Ambiente




O Carro que eu quero - Greenpeace




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e até mais ...

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Nissan LEAF e a Gameficação do Meio Ambiente

Eu creio que não dá para começar esse artigo sem a necessária definição de Gameficação e de discorrer sobre acepções (sentidos, significados, interpretações e compreensões em que se empregam os termos), que costumam passar distantes da percepção da maioria das pessoas comuns, principalmente em nosso país. Todavia, não duvide de que as nossas vidas reais já têm sido, e serão cada vez mais, regidas, dentro do sistema, muito por esses conceitos.

Gameficação (alguns estão usando escrever, também, Gamificação) é mais um neologismo (emprego de uma palavra nova, ou uma nova acepção) que se refere ao uso do pensamento lógico e da mecânica dos jogos, aplicada em contextos que vão além dos jogos, para envolver os usuários ou operadores na solução de situações-problemas.

A gameficação é aplicada visando aperfeiçoar o envolvimento dos usuários, melhorar quanti-qualitativamente os dados e, consequentemente, expandir a oportunidade e o aprendizado e, como não poderia deixar de ser, almejando aumentar o retorno sobre os investimentos.

Talvez o termo correto em nossa língua portuguesa nem seja gameficação, mas é o que nós temos, por enquanto, para emprego coloquial, até que os eruditos, pasmados, se manifestem e nos apontem o que é correto para emprego como linguagem culta. Quem sabe, digamos, “ludicoficação”, ou coisa parecida, venha a ser adota, um dia.

Desde que somos crianças somos treinados por jogos de computador para valorizar pontuações e níveis e, nos acostumamos com o ambiente desse condicionamento de tal forma que, mais recentemente, passamos a aproveita-lo para construir sistemas motivacionais para desenvolvimento de competências, fora dos jogos e no mundo real. Para atingir seus objetivos a gameficação utiliza de técnicas que se esforçam em alavancar os desejos naturais das pessoas para a competição, para a realização, o status, a autoexpressão, o altruísmo, e o atingimento de metas, com foco estratégico principal nas recompensas para os jogadores que realizarem as tarefas desejadas.

Exemplos proeminentes para entender como isso se tornou natural para os seres humanos podem ser vistos nos vídeos do TheFunTheory, um sítio de Internet que é uma iniciativa da Volkswagen e que se autodefine como “dedicado ao pensamento de que algo tão simples quanto divertido é a maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor. Seja para si, para o meio ambiente, ou para algo completamente diferente, a única coisa que importa é que é uma mudança para melhor”, mostrando exemplos como “The World's Deepest Bin” (O Cesto de Lixo Mais Profundo do Mundo) e “The Bottle Bank Arcade Machine” (A Máquina de Jogo Coletora de Garrafas).

A fabricante de software de negócios SAP lançou alguns aplicativos que são exemplos para fornecer aos usuários aplicações gameficadas para controlar e reduzir suas características de emissão de carbono ou de suas organizações, como o SAP Home Carbon Challenge (o primeiro aplicativo de Facebook que pode ajudar a gerir o seu consumo real de energia), o SAP Carbon Exploration ou o Vampire Hunter.

Para felicidade geral do mundo civilizado, também os Veículos Elétricos (VEs) e Híbridos como o Nissan LEAF, Toyota Prius ou o Ford Focus EV, usam keyfigures como mensagens de resposta (feedback) em tempo real, cutucando os motoristas para um estilo de condução com mais alta eficiência de combustível. Em geral, a TI de um VE possui dois tipos de funções:

  • As que são úteis com o motorista​ a bordo do VE e;
  • As que são úteis para serem acessadas ​​remotamente, através de um computador com acesso a Internet ou por um telefone móvel.

A Nissan, por exemplo, produziu um já bem conhecido sistema de gameficação em sua linha LEAF de VEs, na qual, a fim de tornar a condução do Nissan LEAF mais divertida e prática, o motorista pode optar por criar uma conexão constante com o veículo.

Apoiando o prazer de dirigir um Nissan LEAF o seu sistema de TI (Tecnologia da Informação) comunica ao motorista informações que ele quer ou precisa saber quando está dirigindo seu VE. Por exemplo, ele permite que o motorista veja, num relance, a informação de quanto de energia ainda resta na bateria, e alerta-o quando ele deve procurar recarregar.

Não apenas quando se dirige, pois há também muitas outras funções que a TI do VE (em inglês EV-IT, tecnologia da Informação que dá suporte os novos valores dos VEs) pode proporcionar monitoramento e controle automático, como, por exemplo, a definição da hora do dia que o VE deve começar a carregar enquanto estacionado, ou ajustar a temperatura a bordo, ligando o controle de clima da cabine antes mesmo da partida, tudo sem a presença do motorista.

O sub-rotina de software "Modo Eco" mantém o controle de uma série de variáveis (que são explicados abaixo), incluindo velocidade e uso de energia e, em seguida, fornece um feedback constante para os motoristas poderem melhorar a eficiência.

Esse feedback é fornecido por um monitor de vídeo localizado atrás do volante, que mostra suas realizações através de dados em forma de símbolos que se assemelham a uma árvore do tipo pinheiro. O carro ainda oferece perfis on-line para que as pessoas possam competir (em eficiência) com outros pilotos, todavia, não há nenhum outro benefício real maior em coletar esses dados da árvore do que poupar a carga da bateria.

Como o indicador ECO funciona:


O indicador ECO apresenta como economicamente o veículo está sendo operado. O visor do medidor é afetado pelas seguintes condições:
  • Funcionamento do pedal do acelerador;
  • Operação do pedal de freio;
  • Condições de condução;
  • Condições de tráfego;
  • Aquecedor e uso de ar-condicionado;
  • Tempo que o veículo não estiver em movimento enquanto o veículo estiver no modo PRONTO para conduzir e os acessórios estão ativados.
Jogos Aplicados à Estética:

O design interior do Nissan LEAF apresenta muitos aspectos de uma interface do jogo tradicional. O câmbio de marchas, por exemplo, lembra um joystick de jogo clássico, enquanto que o mostrador de feedback mostra paralelos com um HUDs (head-up display, o método pelo qual a informação é visualmente retransmitida para o jogador como parte da interface de usuário de um jogo), conhecidos dos jogos de corrida e de aeronaves.

O GPS integrado, semelhante ao clássico jogo de minimapas, mostra automaticamente símbolos para estações de abastecimento de energia próximas. O uso lúdico da sinalização de jogo constitui um forte contraste com o interior do carro, por sua vez, mais sério.

Funções da TI do Nissan LEAF para serem utilizadas a bordo do veículo:







  • Mapa da Área / Previsão do Alcance: A função exibe um mapa da área associada à previsão de alcance, com base em informações sobre a carga restante e a autonomia (alcance total). Ao definir um destino utilizando a navegação do carro, os motoristas podem exibir um mapa da área que mostra a previsão de alcance depois de chegar ao destino;







  • Indicação de Consumo de Energia: A função exibe a taxa de consumo de energia pelo motor, pelo sistemas de climatização da cabine e pelos dispositivos elétricos no veículo. Ele também projeta como as mudanças de alcance com e sem o controle de climatização da cabine ligado.






  • Pesquisando Estações de Carregamento: Se a energia da bateria disponível cai, o sistema procura nas proximidades instalações de carregamento e ajuda a planejar para o carregamento. Se o destino onde uma estação de carregamento está, vai além do que o alcance do veículo permite, o sistema informa sobre outras estações que podem ser visitadas, perto da rota. O sistema informa, ainda, detalhes da estação, como se ela dispõem de carregamento rápido ou não.





  • Temporizador de Carregamento: Uma das funções mais importantes para a preservação do meio-ambiente e da infra-estrutura do sistema elétrico. O motorista pode programar o temporizador com horários para começar ou para terminar o carregamento, para aproveitar as tarifas de eletricidade mais baixos, evitando carregar nos horários de pico de consumo de energia (obviamente que o carro precisa estar estacionado com o cabo de carregamento conectado).




  • Pesquisa de Rota de Poupança de Energia: A função aconselha sobre rotas que resultem em usar menos energia, evitando estradas de montanha ou rodovias que possam consumir mais eletricidade. Ela também calcula e exibe a quantidade de energia da bateria que permanecerá depois da chegada ao destino, utilizando a rota selecionada.


  • Funções que podem ser usadas Remotamente (requer inscrição no Carwings - apenas Japão, EUA e Europa):

    Aqueles que querem manter o controle sobre o uso de energia do seu LEAF, depois de ele terminar a condução (e esperamos que isso seja a maioria dos proprietários), ele pode acessar o perfil do carro, on-line, via Carwings, que oferece uma riqueza de informações, dividido em diferentes períodos de tempo. Por essa mesma via também é possível realizar alguns comandos remotos ao VE.

    Verificação de informações personalizadas:  Esta função permite que os motoristas vejam, a partir de um computador ou telefone móvel, o seu histórico de condução, o consumo médio de energia do seu carro e rankings mundial de consumo de energia. É aqui, nesta função, que os motoristas também fazem crescer a sua "árvore eco", mostrando os resultados de sua condução amiga do meio-ambiente. Os condutores podem ainda verificar outras informações detalhadas, como o seu arquivo o uso de energia, arquivo eco árvore, histórico de viagem, e registros de condução personalizadas.


    Climatização da Cabine em Pré-Embarque: O sistema de climatização da cabine pode ser operado remotamente. Ligue o sistema de ar condicionado da cabine diretamente ou defina um tempo para a sua partida, para o seu conforto, quando você embarcar no VE.

    Comando Remoto de Carregamento: Os motoristas podem comandar Iniciar o carregamento remotamente, quando eles estão longe de seu veículo.


    Outras ideias inspiradas pelo Nissan LEAF:


    Obviamente que apenas a recompensa em forma de árvores virtuais não é tão útil. Uma ideia de melhoria ficcional seria que a Nissan plantasse as árvores que os clientes ganham e, portanto, ajudasse o meio ambiente e a biodiversidade. O usuário poderia escolher entre vários locais e regiões onde ele quer ter sua árvore plantada.

    Com o Nissan LEAF, como exemplo, uma outra ideia para gameficação ambiental seria a partilha de energia. Ao compartilhar a própria estação de recarga privada com outros motoristas de Nissan LEAF que se encontram em trânsito e com pouca energia na bateria, um usuário pode adquirir créditos que podem ser utilizados da mesma forma. Compartilhadores de energia poderiam ser encontrados através da plataforma online Nissan LEAF, que pode ser acessada em todos os Nissan LEAF por GPS. As vantagens desta característica seria uma extremamente ampla disseminação das estações de recarga públicas que não poderia ser realizado através da construção de estações oficiais.

    Veículos Elétricos - Da Realidade para a Ficção:


    Precisa de um incentivo extra para o meio ambiente em sua gestão no jogo SimCity (jogo que todo político brasileiro deveria, obrigatoriamente, aprender a jogar)? Desde Abril/2013 a Maxis, produtora deste mundialmente famosos jogo tem um novo edifício disponível para download: É uma estação de carregamento Nissan LEAF.

    No caso dos seus Sims, a estação de carregamento fornece felicidade para os Sims que o utilizam e uma onda de felicidade de uma única vez às empresas nas proximidades. Precisa de outro bônus? Ela não consome energia nem água, não produz esgoto ou lixo. É isso mesmo! Verde de fato.

    A estação de carregamento Nissan LEAF SimCity requer o Nissan LEAF DLC (downloadable content) conteúdo adicional para SimCity que podem ser comprados diretamente de origem. Só que neste caso específico o conteúdo é grátis para o usuário do jogo, mas com uma batida leve à sua integridade como prefeito. Quer dizer, parece que nem todos no mundo Sim poderão estar tão satisfeitos em ver aquele enorme logotipo vermelho da Nissan dominando toda a área do piso do edifício.


    O LEAF Vai Muito Bem, Obrigado!


    As vendas globais do Nissan LEAF totalizaram 100.000 veículos em meados de janeiro 2014 (The 100,000th Nissan LEAF), o que representa uma quota de mercado de 45% dos veículos exclusivamente elétricos em todo o mundo vendidos desde 2010.

    Os Estados Unidos são o maior mercado com 42.122 unidades vendidas, seguido pelo Japão, com 34.465 unidades vendidas até dezembro de 2013, e Europa, com mais de 17 mil unidades entregues até novembro de 2013. A partir de dezembro de 2013, o mercado europeu é liderado pela Noruega, com 7.275 novos LEAFs registrados, seguido pelo Reino Unido, com 3.146 unidades, França, com 2.045 unidades e Alemanha, com 1306 unidades (menos de 50 deles estão no Brasil).

    O ano modelo 2014 do LEAF foi colocado à venda em dezembro de 2013 e é basicamente o mesmo que o modelo do ano de 2013, com a seguintes exceções:
    • Monitor de visibilidade traseira agora é padrão em todos os tipos de acabamento;
    • Atualização da TI do VE, incluindo a funcionalidade de entrada de voz para que o motorista informe ao VE o destino e leitura de SMS (Short Message Service).
    Desde março de 2013, a Nissan tem uma capacidade instalada para produzir 250 mil LEAFs por ano, 150 mil em Esmirna, EUA, 50.000 em Oppama, no Japão, e 50.000 em Sunderland, Inglaterra (o fator limitante é a produção de baterias).

    A produção do carro elétrico foi interrompido por vários meses na planta de Oppama, a partir de março de 2011, devido ao terremoto e tsunami no Japão, e, como resultado, a Nissan anunciou que não foi capaz de atingir sua meta de produção de 2011, de 50.000 LEAFs, naquela planta.

    Uma vez que o carregador embarcado do LEAF passou de 3.3 kW (15 ampères a 220V) para 6.6 kW (30 ampères a 220V) a partir do ano modelo 2013, tornou-se ainda mais interessante se ter uma estação de carregamento doméstica dedicada (e não apenas ligar o Trickle Charger Cable que acompanha o VE na instalação de casa, algo que podem ser tão simples como utilizar o receptáculo de 20A a 127V na garagem).

    Os custos de uma estação de carregamento doméstica razoável varia entre US$ 700 e 1.200, e sua instalação custa algo a mais em torno de US$ 2.000, mesmo para instalações simples, porém se o equipamento e a instalação são adquiridos conjuntamente, o custo total fica em torno de US$ 2.200.

    Há uma variedade de fabricantes de estação de carregamento doméstica para o Nissan LEAF, incluindo SPX, Schneider, Leviton, Aerovironment, Blink e GE, além de muitos usuários preferirem montar a sua própria estação baseada em DIY (faça você mesmo), com custo de menos de US$ 850, fora a (adequação da) instalação.

    Problemas da Gameficação:


    Como todo jogo é um artifício relacionado com os processos cognitivos da arte, da malícia; da astúcia e da manha, é também algo não natural, postiço, fingido e, com o tempo e com a progressão da aprendizagem, tende a tornar-se por demais mecânico, desinteressante e, por fim, enfadonho. É só uma questão de tempo, por isso, para prolongar o tempo de vida de um jogo, ele precisará estar se renovando, significativamente, com alguma frequência.

    Obviamente que o tempo para este ciclo ocorrer com uma pessoa é dependente da quantidade de tempo que por ela é dedicada a interação com o jogo. No caso de um VE, por exemplo, faz muita diferença se o motorista usa dirigir o carro apenas 10hs semana, ou se é um motorista de táxí, que dirige 40 - 50hs por semana. De qualquer modo, mais cedo ou mais tarde, ocorrerá criar no usuário um sentido artificial de realização. Além do mais, segundo o pesquisador Sebastian Deterding da Universidade de Hamburgo, gameficação também pode incentivar comportamentos não intencionais.

    Bem, são com essas acepções interessantes, lucrativas e divertidas que o mundo civilizado se atém e se ocupa atualmente, buscando conduzir de maneira simples (e honesta?) o modo de agir das pessoas, enquanto nós, brasileiros, sem VEs, chafurdamos na lama da corrupção da nossa barroca administração pública, à qual somos, de modo lamentável, subjugados.

    quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

    FIA Formula E Championship - Um novo Campeonato FIA em 2014

    O piloto brasileiro Lucas Di Grassi, que em Novembro último havia testado e aprovado o desempenho do carro elétrico de corrida construído pela Renault para a categoria de Fórmula E (Fórmula de Veículos Elétricos) da FIA, agora está confirmando a sua participação na temporada de estreia, em 2014, desta nova categoria de campeonato.

    Veja no linque a seguir o vídeo do teste do carro e repare, ainda, no som do novo bólido (se Deus permitir, um som muito próximo deste, só que de volume um pouco mais baixo, será o que deveremos acostumar a ouvir nas ruas, daqui para a frente):


    Esta semana Lucas Di Grassi teve a honra de pilotar o carro da Renault em sua apresentação de lançamento. O primeiro carro que vai disputar a Fórmula E, categoria de monopostos elétricos que terá sua temporada de estreia agora, em 2014, foi apresentado na noite da última segunda-feira, em Las Vegas, EUA.

    O carro Spark-Renault SRT-01E é capaz de desenvolver uma velocidade de até 225 km/h. Todavia, o carro ainda poderá ser melhorado até a estréia pois, a temporada da Fórmula E está programada para começar apenas em setembro de 2014, na China.




    No total, serão dez corridas marcadas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Uma delas será disputada no Rio de Janeiro, no próximo dia 15 de novembro.

    Infelizmente, parece que não será mais (e eu ainda não consegui encontrar nenhuma reportagem sobre o porque não), o calendário foi reajustado, com maior intervalo entre as etapas, e o Rio de Janeiro - Brasil, infelizmente, perdeu a primazia para Punta del Leste - Uruguai, como posição no calendário original, enquanto a 5ª etapa (que era para ser a da Argentina, mas que passou para a 4ª ertapa) passou a constar como TBA = To Be Announced (ainda a ser definida). Com isso, apenas 9 localidades aparecem no mapa do calendário da FIA Formula E. Vamos torcer para que o Brasil volte ao circulo, em 14 de Fevereiro de 2015).

    2014/2015 Calendário e Mapa
    "É um sentimento diferente de qualquer outro. Você tem que ser mais preciso, mas é mais eficiente", disse Di Grassi, após o lançamento do carro.

    "A Fórmula E é o futuro do automóvel, penso que isto mudará a percepção que se tem dos carros elétricos", disse Paul Jacobs, chefe executivo da empresa de telecomunicações que produz os chipsets de telefones celulares Qualcomm, uma das patrocinadoras da categoria Fórmula E da FIA.

    O chefe da Fórmula E, Alejandro Agag, disse que espera da nova categoria uma mudança nos carros elétricos e sua imagem junto ao público e empresas. "Os automóveis elétricos são percebidos como lentos. Buscamos que mais consumidores tenham um carro elétrico", disse.

    Conheça aqui o site dessa nova categoria de automobilismo esportivo, a Fórmula E:



    FIA Formula E Championship - Um novo Campeonato FIA em 2014:


    A Fórmula E é um novo campeonato da FIA, com carros do tipo "Fórmula", movidos exclusivamente a energia elétrica. Ela representa uma visão para o futuro da indústria automóvel ao longo das próximas décadas.

    O FEH (Formula E Holdings), que é o novo promotor, tem como empresário com sede em Londres o investidor âncora Enrique Bañuelos, e como CEO e acionista, o empresário, ex-político deputado do parlamento europeu e atual proprietário da equipe de corrida GP3 Addax, Alejandro Agag, que tem uma longa experiência no negócio de esporte a motor. Também associados ao projeto estão Lord Drayson, sócio-gerente da Drayson Racing Technologies, e Eric Barbaroux, presidente da empresa ​​automotiva elétrica francesa "Fórmula Elétrica".

    As corridas de demonstração dos carros de Fórmula E tiveram início em 2013, e agora será seguida pelo campeonato, em 2014, com um objetivo inicial de 10 equipes e 20 pilotos participando da competição. As corridas serão idealmente encenadas no coração das principais cidades do mundo (não em autódromos), em torno de seus principais marcos históricos.

    Especificações:

    • Haverá 10 equipes - 20 pilotos - 40 carros;
    • Cada equipe irá incluir dois pilotos e 4 carros;
    • A e- Prix será realizada em 10 cidades em todo o mundo;
    • Pistas deverão ser nas cidades: com 2,5 a 3 km de comprimento;
    • Os carros irão acelerar de 0 a 100 km / h em 3 segundos, com uma velocidade máxima de 220 ​​km/h;
    • Os níveis de decibéis de ruído: carro elétrico comum = 70dB ; Fórmula E = 80dB ; ônibus elétrico = 90dB.

    A Corrida:

    • De manhã cedo: sessão de treinos livres, seguida pela qualificação;
    • Final da manhã: 1 volta de tempo de qualificação de cada piloto com ambos os carros A e B;
    • Tarde: uma pausa de 2 horas para recarregar os carros;
    • Noite: corrida final com três passagens e dois pit stops;
    • O pit stop vai envolver uma mudança de carro: quando a bateria se esgota, o motorista vai fazer um pit stop, então vai correr 100 metros para subir em um carro recarregado.

    Logotipo:





    Temporada:


    A temporada de Fórmula E inaugural será disputada ao longo de 10 rodadas, a partir de 13 de setembro de 2014 (Pequin, China) e terminando em 27 junho de 2015 (Londres, Inglaterra). O Brasil abrigará a prova da terceira rodada, em dia de feriado nacional, 15 de Novembro de 2014, no Rio de Janeiro. (PERDEMOS MAIS UMA!?!).

    Em compensação, o Brasil encaixou mais um piloto (o terceiro) na Formula E:  Nelson Piquet, Jr, pela equipe China Racing.

    Veja Também:


    Pilotos e Equipes Inscritos Para a Temporada 2014/2015 da Fórmula E da FIA



    quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

    Cadê o (nosso) Plano de Mobilidade Urbana?

    #Cadê o (nosso) Plano de Mobilidade Urbana?
    Aqui você pode acompanhar como anda o planejamento da mobilidade nas capitais brasileiras, encontrar documentos referentes ao processo e ainda cobrar dos governantes que os planos sejam feitos de forma participativa e atendendo aos interesses da população.
    Para ver como está a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana da sua cidade e cobrar os prefeitos, clique no linque abaixo da imagem para ir ao site do greenpeace.org.

    domingo, 22 de dezembro de 2013

    A Interação Entre Veículos Elétricos Plug-in, Geração Distribuída e Energia Renovável

    Desde de, pelo menos o ano de 2010, porque o setor de transporte é um dos contribuintes de maior e de mais rápido crescimento da demanda de energia e, em virtude do efeito de iniciativas de empreendimentos pioneiros ao redor do mundo, que têm feito a integração de acionamento elétrico para veículos de passageiros aumentar dramaticamente, têm possibilitado vislumbrar cenários em que ocorra uma alta penetração do emprego de veículos elétricos Plug-in, lembrando que, os VEs denominados “Plug-in”, são todos aqueles que, sendo eles híbridos ou puramente elétricos, possuem um conector elétrico pelo qual eles são conectados à rede de energia elétrica para carregamento de suas baterias.

    A consequente oferta de benefícios socioeconômicos e ambientais possibilitada pela substituição dos veículos de combustão interna convencional, e a poluição do ar urbano e emissão de gases de efeito estufa a eles associada, pelos VEs Plug-in, como o de reduzir a dependência do consumo de petróleo pelo setor de transportes, reduzir as emissões nocivas para o ambiente de CO2, SOx, NOx e por maneiras de melhorar a eficiência de conversão entre formas de energia, todas as autoridades de transporte e de energia dos países mais desenvolvidos, como por exemplo Japão, EUA e boa parte da Europa, tem estado em contínua preocupação no que concerne a tais prováveis cenários.

    Dadas tais referidas prestações, uma das maiores preocupações que os críticos alertaram é que os VEs Plug-in poderiam colocar demasiada pressão sobre as redes de energia elétrica já tensas. A preocupação é que os Plug-ins, tornando-se populares, podem não parecer ser uma boa maneira de se reduzir o consumo de gasolina, se milhões de proprietários de automóveis recarregarem seus carros às três da tarde em um dia quente, fazendo deixar de funcionar a rede elétrica. Especialmente a carga descontrolada poderia levar a problemas de rede em escala local.

    Algumas questões centrais são:

    A já existente infraestruturas de sistemas de potência elétrica e a engenharia de sistemas de potência estariam prontos para abastecimento elétrico das novas frotas de VEs Plug-in no futuro previsível?

    Tal forma de abastecimento efetivamente estaria nos livrando daquilo que muitos desejam se livrar: da dependência de petróleo e outros combustíveis fósseis, mais corretamente, combustíveis minerais não renováveis (obviamente não renováveis no ritmo da necessidade de consumo pelo setor de transportes e mobilidade humana que ora se apresenta), ou mesmo dos chamados biocombustíveis, provenientes de biomassa renovável, como por exemplo o etanol, que no Brasil têm substituído parte os combustíveis derivados de petróleo e gás natural na geração de energia, e cuja a produção é por meio do plantio e processamento da cana-de-açúcar?

    Note que, especificamente no caso brasileiro, os biocombustíveis são produzidos com a flagrante desvantagem de interferir na produção de gêneros alimentícios, devido a necessidade de grande aumento na produção de cana-de-açúcar e com a consequente redução nas lavouras alimentares e, dessa forma, aumentando o preço dos alimento e, ainda, de modo lamentável, fazendo uso de métodos de colheita que envolvem a prévia queima, ao ar livre, da palha nas lavouras.

    A verdade é que é difícil dizer alguma coisa a respeito de se um sistema de energia elétrica será capaz de assumir o aumento da carga de VEs Plug-in, sem que ele tenha que ser ampliado, atualizado ou modificado, sem que se olhe para cada caso, em cada país, a condição da infraestrutura que já se encontra instalada e, principalmente, a que tipo matriz energética cada caso remete.

    Também é interessante considerar o fato de que VEs Plug-in serão uma carga quando eles estiverem se carregando, consumindo corrente elétrica da rede, mas que, de uma forma atraente, os VEs Plug-in, a partir do ponto de vista do funcionamento da rede elétrica podem servir, também, como recursos de armazenamento de energia, para fornecer energia de reserva adicional em situações de contingência. Os VEs Plug-in têm sido concebidos sob o requerimento de poderem ser capazes de suportar o sistema de energia de várias maneiras, tais como a de interagir com a geração, sob a demanda de pico de consumo, como reserva circulante e reguladora.

    É aqui que entra o conceito de “Energia Distribuída”, ou, mais apropriadamente a geração distribuída de energia, também denominada por muitos outros termos, tais como: geração local, geração dispersa, a geração integrada, geração descentralizada, energia descentralizada, energia distribuída ou energia de distrito, que considera gerar eletricidade a partir de muitas fontes de energia de pequeno porte, interligadas.

    A maioria dos países geram eletricidade em grandes instalações centralizadas, tais como combustíveis fósseis (alimentadas a carvão ou gás), grandes usinas de energia solar, nucleares, ou, como é o caso do Brasil, usinas hidrelétricas. Estas plantas têm excelentes economias de escala, mas geralmente transmitem eletricidade a longas distâncias e podem afetar negativamente o meio ambiente.

    A geração distribuída permite a coleta de energia de diversas fontes e pode causar mais baixos impactos ambientais e melhorar a segurança do abastecimento e, se bem utilizados, os VEs Plug-in podem vir a cooperar com isso.

    Os VEs Plug-in nos Sistemas de Energia e a Energia Renovável:


    Como destacado na seção anterior, os VEs Plug-in têm o potencial para contribuir para reduzir as emissões ambientais do setor de transportes. No entanto, é notório que eles poderão colocar, para muitos países, em maior ou menor grau, novos desafios para sistema de energia elétrica, especialmente no sistema de distribuição de energia, onde os veículos estão diretamente ligados. Esta seção destacará os desafios e efeitos.

    A figura a seguir, extraída e adaptada de uma dissertação de mestrado de alunos do Departamento de Energia e Meio Ambiente da Divisão de Engenharia de Energia Elétrica da Universidade de Tecnologia Chalmers, Göteborg, Suécia, de 2010, mostra os possíveis efeitos de VEs Plug-in sobre os sistemas de energia.

    Ela classifica os problemas em diferentes níveis, ou seja, ao nível da matriz energética e da geração de energia, além de aos níveis de ambos: o do sistema de distribuição e do sistema de transmissão de energia elétrica. A questão-chave que está sendo feita hoje é a forma como o sistema de energia verá o aumento em suas cargas totais, quando um elevado nível de VEs Plug-in sejam utilizados em um futuro próximo.

    Repare que a figura considera, corretamente, que os VEs Plug-in estarão ligados ao sistema de distribuição de baixa tensão, mas, cujos grandes efeitos, devem ser considerados, também, sobre os níveis do sistema de geração e os níveis do sistema de transmissão. É importante notar que, como já foi apregoado em outros artigos anteriores deste blog, que isso será algo, em grande parte, dependente dos hábitos de carregamento que serão praticados pelos futuros usuários de VEs Plug-in.

      
    Também é preciso ficar claro para o leitor não acostumado com o tema de energia quanto a questão da matriz energética. Para atender suas necessidades de energia, cada país já usa, atualmente, a energia de que dispõe em diferentes proporções. A proporção de eletricidade distribuída por um fornecedor de energia, por exemplo, é gerada a partir de diversas fontes disponíveis, tais como carvão, gás natural, petróleo, nuclear, hidrelétrica, eólica ou geotérmica: isto é o que chamamos de matriz energética e que, hoje em dia, difere bastante de país para país e que, para continuar a se desenvolver preservando o meio ambiente, a humanidade tem a necessidade de buscar diversificar e atualizar, cada vez mais, a sua matriz energética para fontes renováveis disponíveis.

    Para cada região ou país, a composição da matriz energética depende de:
    • Disponibilidade de recursos utilizáveis no seu território ou a possibilidade de importar estes;
    • A extensão e a natureza das necessidades de energia a serem atendidas;
    • O contexto econômico, social, ambiental e geopolítico da região ou país;
    • As escolhas políticas que são resultantes do acima.
    As necessidades energéticas da humanidade são continuamente crescente e, desde a Revolução Industrial, o desenvolvimento das sociedades tem sido largamente baseado no uso de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão). Em 2009, mais de 80% da energia primária consumida no mundo veio de combustíveis fósseis, classe de recursos poluentes e não renováveis, que ocupa, ainda, o primeiro lugar no mix de energia global.

    Dai deriva-se, ainda, outros conceitos correlatos importantes, especialmente no caso do Brasil, como é caso da Cogeração (Geração Combinada de Eletricidade e Calor), que se aplica, principalmente, à cadeia sucroalcooleira, no processamento da cana-de-açúcar, onde ocorre alta de manda de energia térmica, mecânica e elétrica. Após a extração do caldo, é possível queimar o bagaço obtido em caldeiras, produzindo vapor que deve ser utilizado para obter as três fontes de energia.

    É importante ressaltar que, do total da energia contida na planta de cana-de-açúcar, o álcool responde por cerca de um terço, estando o restante distribuído entre o bagaço, os ponteiros e a palhada. Logo, a cogeração movimenta uma cadeia energética com potencial de, pelo menos, dobrar a energia obtida pela produção do álcool. Assim, numa visão holística, geração combinada consiste, na prática de se buscar maximizar tanto a eficiência dos processos de transformação e conversão de energia, quanto no máximo aproveitamento da fonte de energia processada.

    Quanto aos veículos de passageiros novos, hoje já temos em circulação, desde veículos híbridos convencionais (não Plug-in), que têm pacotes de baterias relativamente pequenos, passando por VEs híbridos Plug-in a bateria, que permitem que uma parte da energia do veículo seja derivada da rede elétrica, e seguindo pelos VEs elétricos puros a bateria, VEs plug-in que dependem inteiramente da rede elétrica, além de, embora ainda seja uma tecnologia bastante cara, VEs a base de células de combustível, capazes de gerar eletricidade de forma limpa através de uma célula de combustível embarcada.

    De qualquer modo, muitos observam que a transição para o vantajoso acionamento elétrico completo, para os veículos de passageiro, parece ser inevitável, pois, o acionamento elétrico oferece benefícios de desempenho substanciais aos veículos, incluindo o aumento da eficiência, melhores características de torque e de potência, maior densidade de potência, levando a avanços na arquitetura do veículo para a segurança e conforto, ruído reduzido e poucas partes móveis para maior confiabilidade.

    Com os veículos utilizando mais acionamento elétrico, as fontes de energia tradicionais de geração elétrica e as fontes de energia de transporte tendem a se tornar muito mais interligadas.

    Os VEs híbridos ou puros, conhecidos coletivamente como VEs Plug-in, exigem conexão direta com a rede elétrica, em níveis crescentes, proporcional à quilometragem percorrida por eles, abrindo portas para permitir que o transporte utilize, ainda mais, uma ampla gama de fontes de energia disponíveis anteriormente apenas para dispositivos de energia estacionários, além das tradicionais formas de transporte coletiva de passageiros, como os trens e os troleibus.

    Da mesma forma, os veículos movidos a hidrogênio (célula de combustível) exigirão as mesmas fontes de energia, como a geração de energia elétrica, por exemplo, para produzir o hidrogênio, gerando-o, seja a partir de reforma de gás natural, da gaseificação do carvão, ou eletrólise da água, utilizando, de qualquer forma, qualquer fonte de energia elétrica.

    Como resultado disso e, como a sociedade tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a qualidade do ar urbano e fornecer recursos de energia seguros, é imperativo que as futuras tecnologias de veículos e geração de energia elétrica sejam avaliadas, ambas, como um paralelo, como um sistema integrado e, os desafios que existem pela frente, variarão muito de país para país, em função da matriz energética já existente, com vantagens consideráveis para países como o Brasil, que já possuem uma matriz energética fortemente calcada em hidro geração de energia elétrica.

    A Interação entre Veículos Elétricos Plug-in e o Sistema Elétricos Locais e Interligado:

    Uma vez que VEs Plug-in são conectados aos sistemas de energia elétrica ao nível do sistema de distribuição de energia de baixa tensão, ou seja, para os lados do usuário final, eles poderão, obviamente, resultar em mudanças nos perfis de carga dos sistemas, que por sua vez resultam em mudanças na combinação de geração de energia, mudanças nos preços de energia elétrica, bem como o nível de emissão de CO2 da produção de energia.

    Quanto a prática dos futuros usuários dos VEs Plug-in, se os utilizadores de veículos ficarem livres para carregar os seus carros a qualquer hora que eles queiram (carga descontrolada), pode-se facilmente supor que eles ligarão os seus VEs à rede elétrica em momentos de pico de carga do sistema. Neste caso, os VEs Plug-in farão aumentar ainda mais tais picos de carga do sistema, que necessitarão de capacidade de geração (e transmissão) adicional.

    Assim, um total redimensionamento da capacidade de pico de carga para o sistema de alimentação pode ser necessário, se o carregamento de VEs Plug-in for deixado sem controle. Por outro lado, se o carregamento controlado for utilizado, ou seja, se os motoristas puderem ser coordenados a carregar nos momentos quando o excesso de eletricidade renovável é gerado, o que significa que dispositivos de controle de carregamento sigam programações horárias diárias, como, por exemplo, priorizando a operação entre 23:00 Hs e 06:00 Hs. Neste caso, o perfil de carga do sistema será melhorado, de forma semelhante ao efeito de uma medida de gestão com "enchimento vale" do lado da procura, o que significa que a utilização do sistema é otimizada e, o que é ainda melhor, sem a necessidade de redimensionamento.

    Potenciais problemas com o sistema de distribuição incluem a sobrecarga de alimentadores de distribuição, quando muitos VEs Plug-in estiverem carregando, ao mesmo tempo e na mesma área. A sobrecarga de alimentadores está, normalmente, associado também com uma considerável queda de tensão ao longo dos alimentadores, o que faz com que a tensão nos terminais finais se torne menor do que a tensão mínima aceitável. Isto, fatalmente, levará a necessidade de atualizar as subestações, mais cedo do que o esperado, por causa do carregamento deles, além de, também poder haver a necessidade de alterar ou modificar os sistemas de proteção existentes.

    Carregamento em momentos de excesso de oferta, por sua vez reduz a necessidade de carregar durante os horários de pico, todavia, obviamente, nem sempre, em todos os casos, o carregamento de VEs Plug-in poderá ser feito, estritamente, na faixa de horário imaginado acima. Principalmente nos casos em que eles se encontrem em estradas, seguindo por grandes percursos, eles precisarão de recarga em horários diversos, e preferencialmente, de recarga imediata (recarga rápida) mas, nos casos de utilização cotidiana em meio urbano, deve ocorrer a prioridade para o carregamento doméstico, seguindo a programação de horários que forem vantajosos.

    Outro fator a considerar é que, normalmente, até o presente momento da história, num sistema de distribuição típico, o fluxo de energia costuma ser unidirecional, ou seja, a partir da rede de média tensão para a rede de baixa tensão. No entanto, quando os VEs Plug-in funcionarem como armazenadores de energia, podendo injetar corrente elétrica na rede, tecnologia que é conhecida como V2G (vehicle-to-grid), o fluxo de energia bidirecional terá lugar, dentro de uma determinada área. Portanto, o ajuste de relés, tanto no nível baixa tensão, quanto de média tensão, pode precisar ser alterado, pois eles podem falhar, em condições normais de trabalho, quando a energia for fornecida a partir do nível da baixa tensão para o nível da média tensão.

    Dependendo do projeto do sistema de carregamento, se o carregamento é monofásico ou trifásico, o desequilíbrio de carga pode ocorrer com o carregamento monofásico, se as distribuições de VEs Plug-in entre as fases forem muito desiguais. Isso vale para ambos os sentidos de fluxo (VEs Plug-in como carga ou como armazenadores) e, uma revisão mais completa dos efeitos de deles sobre os sistemas de energia pode se tornar necessário.

    Postos de abastecimento rápido localizados em rodovias, para operar o carregamento de vários VEs Plug-in de modo simultâneo, poderão estar associados a fontes pré-armazenadoras de energia locais (bancos de baterias específicos para este fim) e, estes, ligados diretamente a rede de média tensão trifásica, de modo muito vantajoso para os fins da operação de sistemas de geração distribuída. (Veja também: 
    Sistema de Armazenamento Intermediário Visando Rede Pública de Abastecimento de Veículo Elétrico é Pesquisado pela Itaipu Binacional)

    A tecnologia do futuro que permite que a energia do veículo abasteça a rede elétrica, podem permitir que os veículos sirvam como fontes de eletricidade despachável, que podem ser invocadas no momento certo, conforme necessário e em tempos de baixa produção renovável. No entanto, a tecnologia, a economia e a atração de empreendimentos para a V2G ainda é incerto, e provavelmente há vários anos (ou mesmo décadas) de implementação, mesmo em um cenário de melhor caso, dada a necessária coordenação entre os consumidores, fabricantes de automóveis e concessionárias.

    Como você se sentiria, por exemplo, ao encontrar a bateria do seu VE apenas parcialmente carregada, quando você esperaria encontrá-la plenamente carregada, ainda mais sabendo que aquela parte de energia faltante foi tomada de volta, pelo sistema elétrico? Isso sem contar a questão dos valores envolvidos nesta transação de compra e venda, complicados ainda mais com a questão de Tarifação Horo Sazonal, um sistema em que o preço das tarifas é diferenciado para os diferentes horários do dia (ponta e fora de ponta), com preços diferenciados, e períodos do ano (seco e úmido), uma vez que dependemos de hidroelétricas.

    Para melhor entender este sistema de tarifação algumas definições são necessárias:

    Horário de Ponta – Corresponde ao intervalo de 3 (três) horas consecutivas, definido pela concessionária, compreendido entre 17 e 22 horas, de segunda a sexta-feira.

    Horário Fora de Ponta – Corresponde às horas complementares às 3 (três) horas relativas ao horário de ponta, acrescido do total de horas dos sábados e domingos.

    Período Seco – Compreende o intervalo situado entre os fornecimentos abrangidos pelas leituras dos meses de maio a novembro de cada ano.

    Período Úmido – Compreende o intervalo situado entre os fornecimentos abrangidos pelas leituras dos meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.

    Os VEs Plug-in também podem ser usados como dispositivos de carga programada, com base em mecanismos existentes entre concessionárias e clientes. Durante eventuais pico de demanda carga (por exemplo, em dias de verão quente em que ocorre elevado uso de condicionador de ar), ou durante os períodos de baixa geração de energia renovável (por exemplo, quando o vento não está soprando, onde haja geração eólica) as concessionárias podem reduzir a carga, ou fornecem mais energia. Os métodos atuais para a redução da carga incluem acordos contratuais em que os consumidores concordam, por exemplo, em desligar o ar-condicionado ou interromper as operações industriais, quando dirigido pela concessionária. Em troca, os clientes recebem incentivos monetários.

    Em função disso, casas e empresas estão sendo adaptados com "Medidores Inteligentes" (Smart Meters) em muitos mercados ao redor do mundo que podem acessar informações de taxa em tempo real fornecidas pelas concessionárias e se comunicar com aparelhos. Os consumidores terão então a oportunidade de pré-programar esses aparelhos para executar somente quando eles são econômicos.

    Ao controlar as taxas, a concessionária, em última análise, controla carga. Um VEs Plug-in poderia interagir com as concessionárias do mesmo modo, permitindo que ela forneça um certo controle sobre quando o veículo é carregado. Na verdade, os sistemas já integrados aos atuais VEs Plug-in podem permitir isso com muito mais facilidade do que o que há nas casas. Vale lembrar que muitas das funções de controle do Nissan Leaf, por exemplo, inclusive o início de carregamento, podem ser comandadas, e a leitura de vários parâmetros acessadas, via um telefone celular.

    No futuro, estratégias V2G podem permitir que a energia armazenada a bordo dos VEs Plug-in forneça energia à rede se o veículo for ligado a ela, se uma medição inteligente adequada é estabelecida, e, principalmente, se as concessionárias e os proprietários dos VEs concordam com prazos e preços, mesmo que a real necessidade de utilizar a energia armazenada nos VEs Plug-in para satisfazer os picos de carga seja algo raro, provavelmente da ordem de apenas algumas horas ao longo de cada ano, como mostrado na figura a seguir, que representa o exemplo do estado norte-americano da Califórnia.


    Os problemas e soluções, acima mencionados, no entanto, dependem das características especificas das redes elétricas em questão, do número de VEs Plug-in distribuído nas áreas abrangidas, os tipos e os tempos de carregamento, e assim por diante, o que remete a necessidade de se fazer uma pesquisa mais específica, a fim de responder a questões específicas relacionadas com cada rede. Em suma, é dessas pesquisas específicas que nascem as necessidades de controle, das quais as efetivas implementações implicam em resultar se o emprego massivo dos VEs Plug-in poderá atenuar ou agravar severamente o impacto das intermitências e horo sazonalidade inerentes aos sistemas elétricos.
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